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Suposto carro usado por atirador que matou sindicalista em Campinas é encontrado carbonizado, diz DHPP

 


Carro foi achado no Residencial Novo Mundo e delegado reitera que execução é a principal hipótese investigada sobre o assassinato de presidente do Sindicato dos Rodoviários.

A Polícia Civil confirmou no fim da tarde desta quinta-feira (27) que foi localizado o suposto veículo usado pelo atirador que matou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Campinas, Nilton Aparecido de Maria, no dia anterior. O carro foi encontrado carbonizado na Rua João Teodoro de Campos, Residencial Novo Mundo. Ninguém foi preso.

"A polícia agora faz trabalho de inteligência para identificar o dono, não tem vestígio de crime porque está carbonizado", falou Rui Pegolo, delegado da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Segundo ele, o automóvel tem as mesmas características do carro usado pelo atirador para chegar até a casa da vítima e fugir após o assassinato. Nilton foi morto com um tiro na nuca.

Hipóteses

Antes da localização do carro, Pegolo explicou durante uma coletiva de imprensa que a execução segue como a principal hipótese investigada pela Polícia Civil, mas indicou que a possibilidade de latrocínio não foi descartada. A mulher da vítima disse que um assalto foi anunciado antes do disparo.

Imagens já analisadas pela polícia indicam que o autor chegou ao local aproximadamente 30 minutos antes de se aproximar do sindicalista, quando ele deixava a casa no Núcleo Residencial Gênesis, por volta das 7h, para levar a mulher ao trabalho. Nenhum item de valor, contudo, foi levado pelo atirador.



A vítima foi sepultada por volta das 13h no Cemitério dos Amarais, sob aplausos e forte comoção de motoristas de ônibus e demais funcionários de empresas de transporte na metrópole. Para protestar contra o crime e reivindicar justiça, a categoria realizou até o momento do sepultamento uma paralisação em linhas municipais e intermunicipais em Campinas, Paulínia, Valinhos, Vinhedo e Indaiatuba. A expectativa é de que todas sejam normalizadas ainda durante esta tarde.

Novos depoimentos e busca por imagens

Pegolo afirmou que seis pessoas já foram ouvidas sobre o crime: a mulher e filha do sindicalista, o presidente da entidade na gestão anterior, o atual vice-presidente e dois assessores da vítima. A polícia prevê ainda novos depoimentos e fez apelo por denúncias que contribuam para o esclarecimento.

O DHPP mencionou que a vítima transportava pequena quantidade de dinheiro, o celular da vítima foi apreendido e o objetivo é ouvir o maior número possível de pessoas que trabalhavam com ela.

Pegolo ponderou também que a entidade onde o sindicalista trabalhava era alvo de demanda na Justiça por outra chapa. "Ontem, participantes dessa chapa anterior nos procuraram, prestaram depoimentos, pois eles estariam se sentindo ameaçados por ter nomes citados em redes sociais."

No último ato como presidente do sindicato, a vítima participou, na terça-feira, de uma mobilização com motoristas do transporte coletivo de Paulínia, que faziam uma paralisação.

Alvo de ameaças

Em relatos Reportagem, familiares de Nilton contaram que ele foi eleito presidente do Sindicato dos Rodoviários de Campinas e Região em agosto de 2021. Desde então, segundo a família, ele recebia ameaças de morte - informação que foi dita também pelo advogado da associação.

"Após a eleição, em agosto do ano passado, ele assumiu o sindicato e vinha sofrendo ameaças aí inerentes ao cargo que assumiu da política sindical", disse Pedro Mesquita Felix.

Repercussão

Em nota, a Emdec, responsável por fiscalizar o trânsito em Campinas, e a Secretaria de Transportes classificaram como brutal a morte de Nilton e lamentaram o ocorrido. "A Emdec e Setransp se solidarizam com os familiares; e desejam que as circunstância do assassinato sejam devidamente esclarecidas e os culpados punidos de acordo com a lei", diz o texto da assessoria.




 Fonte: G1


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