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Ômicron lota UTI’s e causa a suspensão de cirurgia eletiva

 


Mário Gatti anuncia a medida diante da taxa de 90,91% de ocupação de leitos


 alta transmissibilidade da Ômicron, variante da covid-19, causou uma explosão de casos no início deste ano em Campinas e levou a Administração municipal a definir novas medidas de enfrentamento à pandemia.

A Rede Mário Gatti, por exemplo, suspendeu o agendamento de cirurgias eletivas. As exceções são para os procedimentos oncológicos, de urgência e inadiáveis em que a não realização pode afetar de forma permanente o paciente. Ontem houve a confirmação por parte da Prefeitura de Campinas da contratação de 44 novos leitos ofertados por hospitais particulares ao SUS Municipal, como foi antecipado pelo Correio Popular na edição do último sábado, dia 22.


As ações de enfrentamento à pandemia foram necessárias já que, mesmo com os casos da Ômicron apresentando menor potencial de internação e morte, o crescimento vertiginoso está esgotando os leitos disponíveis. Em apenas um mês, cresceu 17 vezes o número de pessoas internadas com confirmação da covid em Campinas.

O último boletim epidemiológico divulgado pelo município, ontem à tarde, apontou que 76 pacientes adultos estavam internados em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) enquanto 178 em enfermaria, totalizando 254. No dia 23 de dezembro do ano passado eram apenas 15 no total, com 11 em enfermaria e apenas quatro em UTI. Mesmo quando comparado ao último levantamento, realizado no dia 20 de janeiro, o crescimento é considerável, de 44,3%. Eram 176 adultos internados na quinta-feira passada.

No mesmo período de um mês, o número de acomodações hospitalares destinadas a pacientes com Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAGs) aumentou 75%. Em 23 de dezembro apenas 69 leitos estavam em operação contra os atuais 121 do último comunicado divulgado pela Secretaria de Saúde de Campinas. Ainda assim, 90,91% desses 121 leitos destinados a pacientes com SRAGs estão ocupados. Apenas 11 estão livres. No SUS Estadual a lotação permanece em 100%, mesmo com oito leitos a mais, enquanto o SUS Municipal tem apenas um leito desocupado e a Rede Particular tem dez. No dia 20, Campinas tinha 97 leitos disponíveis com 86,60% de ocupação.

Os novos casos e óbitos também saltaram. No dia 20, devido a uma falha no sistema e-Sus do Ministério da Saúde, Campinas não conseguiu atualizar com precisão os casos confirmados, mas, no dia 17 de janeiro, 419 novos casos e sete óbitos foram registrados pela Secretaria de Saúde. No novo balanço, divulgado ontem, a Pasta confirmou 1.006 novas infecções e 16 óbitos, registrados do dia 15 a 20 de janeiro.

Das 16 novas vítimas, 13 possuíam comorbidades e apenas uma tinha menos de 60 anos. Mais da metade das vítimas (62,5%) possuíam mais de 80 anos, incluindo um homem de 106 anos que morreu no dia 18 de janeiro, mesma data de outros cinco falecimentos.


Mais leitos


Em relação aos 44 novos leitos abertos, a Prefeitura de Campinas confirmou ontem a informação antecipada pelo Correio Popular. O investimento total será de R$ 13,2 milhões. Pouco menos da metade, R$ 6,3 milhões, será destinada ao contrato com o Hospital Beneficência Portuguesa que vai fornecer dez leitos de UTI e dez de enfermaria por 180 dias.

Também por cerca de seis meses, a Irmandade de Misericórdia de Campinas, que administra a Santa Casa e o Irmãos Penteado, vai abrir 24 - dez de UTI e 14 de enfermaria - no valor de R$ 6,9 milhões. O contrato com a Irmandade será assinado ainda nesta semana, enquanto o acordo com o Beneficência Portuguesa foi firmado na semana passada.


Autoteste


A diretoria executiva da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) se reuniu virtualmente ontem para tratar de diversos temas, entre eles o combate à pandemia no país. Vice-presidente da Saúde da FNP, o prefeito de Campinas, Dário Saadi (Republicanos), continuou na missão de divulgar a invenção campineira do atestado sanitário e reafirmou o pedido para a autorização dos autotestes de detecção para a covid-19 no país, a exemplo do que já é praticado em outros países. Dário já havia enviado ofícios ao Ministério da Saúde para tratar destes temas.


UPA Campo Grande


Ontem, a Rede Mário Gatti informou que o juiz da 2ª Vara Cível, Wagner Roby Gidaro, revogou a liminar que havia sido concedida na semana passada suspendendo o contrato da Rede com a Associação Beneficente Cisne, responsável pela contratação de profissionais de saúde para a UPA Campo Grande. O processo de licitação para a contratação da Organização Social (OS) que faria a gestão da UPA teve a vencedora desclassificada por suspeitas de irregularidades. Foi esta entidade que questionou, juridicamente, o contrato da Associação Beneficente Cisne, vencedora do processo licitatório depois da exclusão da primeira candidata, com o poder Executivo.

Na decisão, um dos fatos considerados pelo juiz foi que a ação ajuizada pela OS, desclassificada, foi proposta após o contrato com a Associação Beneficente Cisne já ter sido firmado e os serviços iniciados. Conforme a assessoria de imprensa da Prefeitura, da quarta-feira, data em que o contrato foi suspenso, até ontem, quando a liminar foi revogada, não houve prejuízo ao atendimento "porque a entidade permaneceu na UPA". Vale frisar que o recurso foi impetrado pela própria Rede Mário Gatti. 


Fonte: CP

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