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Diretora da AMSIP que fez a denuncia que originou na ação da PF

 


Íria Onira, vice presidente da entidade fez a denuncia do investimento podres da Pauliprev


A Polícia Federal fez, na última quinta-feira (20), uma operação contra fraudes na administração do Instituto de Previdência dos Funcionários Públicos de Paulínia (Pauliprev), com prejuízo total de pelo menos R$ 190 milhões.


O objetivo da ação foi obter provas sobre irregularidades na autarquia e recebimento de "vantagem indevida" dos gestores, que são suspeitos de aplicar o dinheiro do Pauliprev em fundos de investimento. No total, segundo a PF, oito pessoas são investigadas, entre elas o ex-prefeito de Paulínia José Pavan Júnior, que comandou a cidade por cinco oportunidades - a última entre 2015 e 2016. O político nega que tenha recebido propina.


Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em Paulínia (SP), Louveira (SP), Sumaré (SP) e Niterói (RJ). As ordens foram expedidas pela 9ª Vara Federal de Campinas (SP). A investigação começou em 2019, a partir de uma delação de um dos investigados na Operação Encilhamento, deflagrada em abril de 2018.


Como funcionava o esquema?


Segundo informações obtidas pela Polícia Federal na delação, a suspeita é de que, em 2015, foram pagos, em dinheiro, R$ 300 mil de propina a Pavan Júnior, prefeito de Paulínia à época, em troca do controle do Pauliprev.


O advogado Ralph Tórtima Filho, que representa Pavan Júnior, informou que o ex-prefeito "nega peremptoriamente esse fato, garantindo que sempre agiu dentro da lei, jamais pactuando com qualquer ilegalidade ou conduta que pudesse acarretar qualquer prejuízo à entidade ou aos seus cooperados".


De acordo com a investigação, após a nomeação do novo presidente, o Pauliprev fez duas aplicações, autorizadas pelo presidente, gestora responsável e diretora financeira, em um fundo de alto risco no valor de R$ 85 milhões. Com a movimentação, somada a outra realizada em 2013 no mesmo local, 12% do patrimônio da autarquia foi concentrado neste investimento.


A delação ainda apontou que parte dos valores aplicados no fundo foi usada para compra de títulos de crédito por uma empresa controlada pelo ex-chefe do presidente da autarquia. A PF ainda suspeita que, para realizar as operações, houve pagamento de 7% de comissão para servidores públicos, incluindo o prefeito, além dos gestores do fundo de investimento.


Além destes investimentos, a polícia também apura outros de R$ 106 milhões em fundos controlados indiretamente pelo sócio de uma empresa que prestava consultoria ao Pauliprev. Segundo a investigação, os prejuízos causados pelas fraudes afetaram o patrimônio do instituto de Previdência e, consequentemente, "prejudica os benefícios dos servidores municipais, como aposentadorias e pensões".


"Uma das pessoas investigadas é uma mulher, que assinava as transferências do dinheiro para aplicação no fundo, mas não tinha nenhuma experiência no mercado financeiro. A formação dela é de técnica de enfermagem", explicou o delegado chefe da Polícia Federal em Campinas, Edson Geraldo de Souza.


A operação recebeu o nome de "Falsus", que se refere a falso, no Latim, por conta dos objetivos ilegais relacionados à destinação dos investimentos. Os investigados vão responder pelos crimes de corrupção ativa e passiva, além de gestão fraudulenta no instituto, com penas que podem chegar a 24 anos de prisão.


Comissão


Segundo o delegado da PF responsável pelo caso, Edson Geraldo de Souza, uma comissão irregular de R$ 5,9 milhões foi dividida entre o bando.  O agente disse que a polícia foi recolher mais provas contra os acusados. 


O Comitê de Investimento era composto por: Magali Valério Codogno Maciel, Fabiana Aparecida Antonioli , Luciana Cristina Minucci Koki, Micaela Leal Huertas e Fábio Souza da Silva, que era o presidente do Pauliprev à época. A PF afirma que Pavan recebeu R$ 300 mil de propina para indicá-lo ao cargo. Todos os indicados para o comitê também foram nomeados pelo ex-prefeito. 


O que diz o Pauliprev?


O Pauliprev informou, em nota oficial, que a operação ocorre em segredo de Justiça e, por isso, a autarquia não tem informações, mas vai contribuir se for solicitada. Além disso, o órgão afirmou que os mandados foram cumpridos na casa dos investigados "sem qualquer intercorrência no instituto ou com os seus atuais dirigentes".


"A autarquia esclarece que não apenas nessa Operação atual da Polícia Federal, mas em todas as investigações envolvendo TCE-SP, MPSP e demais órgãos fiscalizadores, sempre contribuiu com a máxima transparência e colocando à disposição das autoridades todas as informações solicitadas. Embora não possa se manifestar sobre os termos da atual denúncia, é certo que envolve antigos gestores da autarquia, sem nenhuma relação com a atual administração, empossada em abril de 2019", diz o texto da nota.



A Denuncia


A vice presidente da AMSIP ( Associação Municipal dos Servidores Independentes de Paulínia ), Íria Onira, ao tomar conhecimento de tal ação, juntou provas e fez a denúncia junto ao MP,  disse ela ao portal Zatum, “Fico triste com tudo isso que está acontecendo. Mas posso afirmar que a minha luta não foi em vão. Hoje, temos funcionários concursados e o Pauliprev é controlado por servidores públicos. Agora, desejo que o dinheiro desviado retorne aos cofres do instituto e que seja feita Justiça”, disse Iria. 

O presidente da entidade, Roger de Souza, também se manifestou dando total apoio a sua vice presidente e disse, a nossa redação que " A AMSIP veio para fazer a diferença, temos na diretoria pessoas engajadas e sérias na ânsia de defesa dos direitos do servidor, e eu apoio isto, esta é a verdadeira cara da nossa entidade, ser defensora e protetora dos direitos do servidor municipal, e desde já parabenizo a Íria por tal defesa" afirmou ele.


Íria Onira ao ser procurada por nossa redação não quis se manifestar a respeito do assunto, mas deixamos aqui espaço aberto para sua manifestação caso mude de idéia.


Redação Portal Vizão

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