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Campinas lidera em casos no Interior


Cidade tem maior número de infectados, fora Capital; no registro de mortes, fica atrás de Guarulhos

Campinas aparece com 20.889 pessoas infectadas, 802 mortes e taxa de letalidade de 3,8%: interiorização da pandemia foi prevista ainda em abril em estudo realizado pela Unesp

Campinas concentra o maior número de infectados pelo novo coronavírus no Estado desde o início da pandemia. É superada apenas pela Capital e, entre as cidades do Interior, tem o segundo maior registro de mortes, fica atrás de Guarulhos. O levantamento é da Secretaria de Estado da Saúde, feito pela Fundação Seade, com registros da pandemia até a última segunda-feira.

Segundo o boletim, a Capital somou 214.329 casos e 10.107 mortes, apontando para uma taxa de letalidade de 4,7%. Campinas aparece com 20.889 infectados e 802 mortes e letalidade de 3,8%, enquanto São Bernardo do Campo tem 18.291 casos e 676 óbitos — letalidade de 3,7% — e Guarulhos, 13.396 registros e 1.111 mortes, indicando que 8,3% doentes pela Covid-19 morreram.

A posição de Campinas vem se mantendo há quase um mês, mostrando o avanço rápido da pandemia no Interior. Em 23 de julho, o Interior passou pela primeira vez a Capital em casos registrados da Covid-19. Naquele dia, quando o Estado contabilizava 439.446 infectados, o Interior somava 170.515 casos confirmados da doença (40,35% do total de casos) e a Capital, 167.801 (39,71%). O restante de casos era da Grande São Paulo e da Baixada Santista.

Com os dados de segunda-feira, o Interior, com 414.086 registros, já representa 65% do total no Estado e 59,8% das mortes (15.044 óbitos). Essa curva vai se aproximando cada vez mais da lógica da população do Estado, com crescimento dos casos e óbitos no Interior e a redução na Capital e também na Grande São Paulo.

Apesar do avanço, a situação em várias regiões paulistas é de estabilidade no número de registros diários de casos e mortes. A região de saúde de Campinas, por exemplo, chegou na segunda-feira a 63.626 infectados pelo novo coronavírus desde o início da pandemia, queda de 18% na variação semanal de novos registros diários e as mortes somam 2.128, crescimento de 5,3% em sete dias. A taxa de ocupação de leitos de UTI voltou a cair, e chegou 63%%, com redução de 7,9% em novas internações em sete dias.

O alerta do avanço para o Interior foi dado em abril por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), que na época apontavam que os casos de Covid-19 estavam três semanas atrás dos números registrados na Capital e regiões metropolitanas como Campinas, Sorocaba e Baixada Santista.

Naquele mês, a pandemia já havia atingido cerca de 20% dos municípios paulistas. A situação atual é bastante diferente. Hoje, dos 645 municípios, houve pelo menos uma pessoa infectada em 641 cidades, sendo 492 com um ou mais óbitos.

Segundo estudo, os centros de maior risco para a propagação do coronavírus no Estado eram, além da Capital paulista, Araçatuba, Araraquara, Bauru, Campinas, Marília, Piracicaba, Santos, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, São José dos Campos, Sorocaba e Votuporanga. A disseminação do vírus teve uma difusão hierárquica, indo de cidades maiores para menores, justamente pela influência econômica e social das cidades na região em que estão.


Fonte: Correio

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