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Efetivo dos Correios entra em greve


Cerca de 450 funcionários paralisam atividades por falta de pagamento integral


Uma paralisação por tempo indeterminado foi iniciada ontem por aproximadamente 450 funcionários do Complexo de Cartas e Encomendas (CCE) da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) na rodovia Santos Dumont, próximo ao pedágio da divisa de Campinas com Indaiatuba. A manifestação começou por volta das 5h da manhã com cerca de 60 pessoas e, depois, ganhou a adesão dos funcionários que chegaram para o novo turno de trabalho.
Os funcionários são responsáveis pela distribuição de cartas e encomendas dos Correios e Telégrafos na região de Campinas e resolveram encerrar as atividades ontem porque não receberam o pagamento integral da empresa MG Terceirizações, além de outras irregularidades.
Um dos funcionários - que preferiu manter o nome em sigilo para não sofrer retaliações - explicou que a empresa disse que não tem condições de pagar e sugeriu o parcelamento do valor em duas datas. "A gente sempre recebeu no quinto dia útil, mas agora querem parcelar para os dias 16 e 29. No mês passado, houve o pagamento, porém com atraso. Além disso, a empresa não paga mais o vale-alimentação aos sábados, nem está pagando as horas extras", comentou.
Segundo o funcionário, houve uma mudança de empresa terceirizada e o Correios e Telégrafos não tratou as bases do novo contrato com os funcionários. "Todos estão sem saber direito o que está acontecendo. As regras e os direitos trabalhistas sempre foram cumpridos normalmente e, desde que mudou de empresa terceirizada estamos sem rumo e perdendo direitos anteriores" , comentou. Outra denúncia é da existência de pessoas com Covid-19 e que não há testagem ou apoio da terceirizada.
Os 450 funcionários trabalham em três turnos e reclamaram que não são informados sobre as mudanças no pagamento dos salários, nem sobre as reduções no vale-alimentação. "Um dos problemas grandes é com relação às horas extras. Além de não pagar o serviço realizado, quem é convocado a trabalhar mais horas fica com medo de recusar e ser demitido" , revelou.
Por meio de uma nota, a empresa dos Correios informou, que estão em dia com o pagamento da empresa contratada e já tomaram as providências contratuais para regularizar a situação. Já a MG Terceirizações foi procurada, e declarou que passa por dificuldades financeiras e que fechou um acordo com o sindicato dos trabalhadores para parcelamento dos salários dos próximos três meses. Os funcionários informaram que não receberam contato de nenhum sindicato e que a paralisação será mantida.

Fonte: Correio

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