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Estelionatários são presos por golpe da casa própria em Paulínia

Golpistas, que arrecadaram cerca de R$ 1 milhão com a fraude, criaram até Cartório de Registro de Imóveis e protocolo da Prefeitura de Paulínia para enganar as vítimas

A Polícia Civil de Paulínia desmantelou uma quadrilha que aplicava o “golpe da casa própria” na cidade há alguns meses. As investigações apontam que pelo menos seis pessoas estejam envolvidas no crime, entre elas, possíveis funcionários públicos. Duas já estão presas.
Segundo a denúncia das vítimas, através de E. I., uma mulher que se apresentava como funcionária pública da Prefeitura de Paulínia, elas receberam uma oferta para comprar imóveis no Residencial Pazetti com valores bem abaixo do mercado e teriam que dar uma entrada no valor de R$ 3,5 mil e o restante parcelado em 30 anos.
E.I então pegava uma parte do dinheiro e repassava o restante para outros membros da quadrilha. Os estelionatários então apresentavam ao novos “proprietários” um documento de “instrumento particular de compra e venda” que era registrado no Cartório de Registro Civil e Tabelião de Notas de Paulínia. De acordo com o documento apresentado pela quadrilha, as matrículas do imóveis vendidos constavam no Registro de Imóvel da Comarca de Paulínia, mas a cidade não possui esse tipo de tabelionato. “Ainda dependemos do 4º Registro de Imóveis de Campinas. Somente em setembro do ano que vem será iniciado o processo para Paulínia ter o seu próprio cartório de imóveis”, explicou Pedro Salmazo, tabelião do Cartório Civil da cidade.
As vítimas começaram a procurar a Delegacia de Paulínia quando insistiam em adquirir as chaves do imóvel e os estelionatários se desvencilhavam do assunto ou inventavam justificativas pelo atraso.
O delegado Marco Evangelista, titular da Polícia Civil de Paulínia, informou que pelo menos 150 pessoas foram vítimas da quadrilha. Algumas, inclusive, chegaram a comprar vários imóveis de uma só vez e já estavam revendendo para outras pessoas. A estimativa é que a farsa tenha rendido cerca de R$ 1 milhão aos golpistas.
Ainda segundo o delegado, há indícios de que servidores públicos estejam envolvidos no esquema. “Quando o comprador buscava confirmar a veracidade dos documentos, os agentes públicos atestavam a legalidade da negociação. Além dessas duas pessoas já presas, temos outros três mandatos de prisão a cumprir”.
A Prefeitura de Paulínia informou que E.I., que está presa temporariamente, e os demais nomes que a Polícia já tem conhecimento, nunca fizeram parte do quadro de funcionários públicos da cidade e que vai acompanhar o inquérito policial sobre a venda irregular de unidades habitacionais do município.

Fonte Tr

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