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Condomínios em redes sociais têm de dinheiro extra a brigas de vizinhos

Ferramenta é um meio de alugar garagem, pedir ajuda ou alguma dica.
Em Campinas, vizinhos relatam que grupos são benéficos para relações.

Condomínios em redes sociais têm de dinheiro extra a brigas de vizinhos
Ferramenta é um meio de alugar garagem, pedir ajuda ou alguma dica.
Em Campinas, vizinhos relatam que grupos são benéficos para relações.
 Conversa entre vizinhos de Campinas em rede social  (Foto: Reprodução/WhatsApp)
Vizinhos trocam pedidos por meio de grupo em rede social (Foto: Reprodução/WhatsApp)
Ajuda para trocar a resistência do chuveiro, pedido de aluguel de vaga na garagem, compra de salgadinhos para o fim de semana e, por que não, gelo emprestado para uma compressa após um acidente doméstico. "Serviços" como estes têm sido oferecidos, e socorrido, moradores de condomínios de Campinas (SP) por meio de grupos em redes sociais.
Uma opção mais promissora do que os velhos quadro de avisos ou os encontros esporádicos no elevador. Mas, se por um lado a tecnologia traz benefícios na hora de se relacionar com os vizinhos, por outro ela também pode virar palco das famosas discussões de condomínio.
O lado positivo desta forma de interação é evidente no caso de universitários que moram sozinhos. A estudante de jornalismo Diana Do Val mora em um prédio em frente à faculdade e conta que os assuntos no grupo do WhatsApp variam desde um convite para sair até alguém pedindo uma forma de bolo emprestada.
“São assuntos variados, geralmente de emprestar coisas, se alguém tem telefone de algum eletricista. Todo mundo do prédio participa no grupo caso haja uma necessidade, como se acabar a luz. Um dia eu quebrei o pé e não tinha gelo em casa, mandei no grupo e consegui que me emprestassem gelo", conta Diana.
A estudante de administração Rafaela Trevisan Azevedo mora em outro prédio e diz que a ajuda é constante.
"Tem alguns assuntos relacionados à universidade, mas tem mais sobre vagas no apartamento, na garagem, alguém pedindo ajuda para consertar algo, a gente se ajuda", explica.
Às vezes aparecem outros tipos de publicação, como alguém pedindo cabo de celular emprestado ou preocupado com o barulho de cachorro latindo, conta a universitária.

As inconveniências

A mesma ferramenta que traz benefícios também acaba sendo motivo de preocupações aos moradores, às vezes. Segundo a analista de recursos humanos Luciana Amantini, criadora de um grupo no Facebook do condomínio de prédios onde mora, no Jardim Nova Europa, a ideia de usar a rede social surgiu para facilitar a comunicação entre os moradores antes mesmo que o prédio fosse entregue.
“Recebíamos as informações referentes à entrega do imóvel por email. Mas, para facilitar, resolvi criar o grupo dos futuros moradores. Hoje, com todos já instalados, os assuntos mudaram muito. Tem vendas, aluguel de garagem, indicação de faxineira, entre outras coisas”, conta Luciana.
Mas, o grupo também já garantiu momentos desconfortáveis para os participantes. “O grupo facilita, mas também chega a ser incômodo. Já houve muita reclamação e troca de ofensas”, conta.
A também moradora do condomínio Fernanda Marques Alves concorda ao afirmar que o grupo traz alguns problemas.
“Teve um época que era um muro das lamentações, desabafo, gente reclamando de coisas desnecessárias”, conta.
Serviço "aberto" e bom negócio
Luciana conta que o grupo dos moradores, criado em 2012, acabou não sendo exclusivo apenas para pessoas do condomínio.
“No início, pessoas que moram nos condomínios vizinhos entraram para fazer vendas e trocas e acabaram ficando. A moderação dos participantes saiu do controle”, diz a analista de RH.
O que acabou sendo uma vantagem para Fernanda. Desempregada, ela usa a ferramenta para garantir um dinheiro extra.
“Eu vendo salgadinhos que uma chef faz. Então, principalmente no fim de semana, o pessoal faz encomenda. Como tem gente de fora que participa, eu acabo vendendo mais”, afirma.

Fonte G1

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