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Túnel de pedestres da Vila Industrial é alvo de vandalismo em Campinas, SP

Prefeitura defende que local é monitorado e passa por limpeza diariamente.
Passagem subterrânea era uma das reivindicações de grevistas em 1917.
O túnel de pedestres construído em 1918, que liga a Vila Industrial ao Centro, tem sido alvo constante de vândalos em Campinas (SP). Quem entra na passagem subterrânea de 200 metros de extensão, tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Artístico e Cultural (Condepacc) junto com o complexo ferroviário da região central, tem a sensação de voltar ao começo do século XX, na 'era de ouro' das ferrovias. No entanto, além de reencontrar um pedaço importante da história do município, ao longo do caminho o visitante se depara com pichações e infiltrações pelas paredes, desníveis no chão, sujeira, além de lâmpadas queimadas.

O túnel do começo do século XX passou pela última reforma em 2002, quando foi realizada pela Prefeitura uma limpeza na área, além de pintura nova, troca de vidros e revisão da parte elétrica. Contudo, quem passa pelo local tem a impressão de que a área está abandonada.
Segurança
A Prefeitura de Campinas reconheceu que vândalos agem na passagem subterrânea e afirmou que a Secretaria de Cooperação nos Assuntos de Segurança Pública está tentando reduzir a depredação do patrimônio público mantendo um carro da Guarda constantemente na área. A administração destacou também que três câmeras fazem o monitoramento das entradas do túnel, e explicou que, embora não cubram o interior, vigiam possíves atitudes suspeitas.

Apesar da sujeira e pichações nas paredes, a Secretaria de Serviços Públicos alegou que o local não está abandonado e defende que a área passa por limpeza diariamente.

Segundo a Prefeitura, todos os dias o local é varrido e tem suas paredes e pisos lavados aos finais de semana. Mas, avaliou que a qualidade dos serviços acaba ficando bastante comprometida em função do grande fluxo de moradores de rua que frequentam a área.

Já sobre as lâmpadas queimadas, o Executivo disse que a manutenção é constante e atribuiu o problema aos vândalos. No entanto, a administração não soube informar quantas pessoas passam diariamente pela túnel de pedestres e o índice de crimes na área. O local é fechado diariamente às 23h por funcionários da Estação Cultura e reabre às 9h por medidas de segurança.
Passagem segura
No começo do século XX, a ferrovia dividia Campinas ao meio. De um lado ficava a Vila Industrial, com as casas dos operários e construções insalubres como curtumes e cemitérios e do outro, o Centro, considerado a parte mais 'nobre'.
Antes do túnel de pedestres, segundo a Prefeitura, a única forma que os moradores tinham para cruzar a linha férrea e chegar até a Vila Industrial era atravessar uma porteira, conhecida como "Porteira da Capivara", na saída da antiga estação da Companhia Ferroviária Paulista, onde hoje fica o viaduto Miguel Vicente Cury.

Em 1917,o estado de São Paulo passava por conflitos sociais e Campinas também sentia os 'ares' de uma revolução. Em julho de 1917, durante uma greve de operários por melhores condições de trabalho e salários na cidade, um grupo de ferroviários tentou impedir a passagem de trens e foi duramente reprimido a tiros pela polícia. No embate, três operários morreram e também houve feridos.

A tragédia, conhecida como "Massacre da porteira da Capivara", contribuiu para a acelerar a construção da passagem subterrânea, já que essa era uma das reinvindicações dos trabalhadores. Eles queriam um local seguro para cruzar a linha férrea e evitar mortes que aconteciam no trecho. Segundo a Prefeitura, o túnel começou a ser projetado antes do episódio, mas só ficou pronto em 1918.

Fonte: G1

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