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Seca afetará 60 mil empresas, mas Fiesp é cautelosa sobre demissões

Vice-presidente diz que são remotas chances de fim de postos de trabalho.
Professor da Metrocamp aposta em migração de indústrias para o Norte.
O agravamento da crise hídrica no estado de São Paulo em 2015 poderá afetar a produção de 60 mil indústrias das regiões metropolitanas de São Paulo e Campinas (SP), segundo a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
Apesar da projeção negativa, o setor descarta demissões em um curto prazo, segundo o vice-presidente e diretor titular do Departamento de Meio Ambiente da Fiesp, Nelson Pereira dos Reis. A produção industrial no estado fechou 2014 com queda de 5,9% em relação ao ano anterior.
“São remotas às  chances de demissões, mas não está descartada a redução na produção, porque hoje a economia do país já está devagar. E isso deve afetar metade do Produto Interno Bruto (PIB) do estado de São Paulo”, explica o dirigente da Fiesp.
Na região de Campinas, segundo o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), são 500 empresas associadas distribuídas em 19 cidades. Juntas, essas unidades faturam R$ 37,18 bilhões ao ano.
Para Pereira dos Reis, as empresas terão que reorganizar as produções e usar mais água reutilizável.
O plano ao curto prazo é encontrar água subterrânea para abastecer as fábricas. Os testes iniciais, em dois meses, começarão na região de Guarulhos (SP), mas podem chegar à região de Campinas, onde seriam necessários esforços para perfurar poços a 400 metros de profundidade, na avaliação dos empresários.“ Se o modelo se confirmar, vamos oferecer para as indústrias”, alerta o dirigente empresarial.
Produção indo para Manaus
Para o professor de economia e finanças da Metrocamp, em Campinas, Fabrício Antonio Pessato Ferreira, a crise hídrica pode fechar postos de trabalho e provocar a migração de indústrias para outras regiões do país, como a Zona Franca de Manaus, onde não há falta de água.
“Na região Norte, as empresas poderão ter isenções fiscais e oferta de água. A crise hídrica no Sudeste também já afetou Minas Gerais e Rio de Janeiro”, defende o professor universitário. Os ramos que mais podem ser afetados são: papel e celulose, farmacêutico, bebidas, alimentos, calçados e siderúrgicas.
Não há como prever número de demissões, caso empresas fecham as linhas de produção. Mas Pessato Ferreira alerta que o número poderia chegar aos milhares. “Já pensou se 5% destas 60 mil empresas fecharem as portas”.
Para o especialista em economia, além de medidas de  emergência planejadas pelos governos como obras para transpor água de uma região para outra, seria preciso proteger os mananciais.
“ É preciso medidas nas cidades. Já pensou se os prédios da capital captassem água de chuva para o banheiro e lavar calçada. Matava dois problemas de uma vez só, porque também ajudaria na prevenção de enchentes”, disse.

Fonte: G1

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