Header Ads

Seo Services

PCJ quer fórmula única para cálculo de perdas hídricas nas cidades

Com o prolongamento da crise hídrica no estado de São Paulo em 2015, o Consórcio da Bacia dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ) propõe aos municípios associados uniformizar o cálculo de perdas hídricas para economia do recurso.

Hoje, cada cidade tem sua forma de calcular e, segundo a entidade, em alguns casos, as perdas são estimadas, ou seja, virtuais.

Isso ocorre quando o consumidor não dispõe de hidrômetros. E a conta é sempre estimada em números virtuais.

A média de perdas na região seria de 37%, valor que seria usual também para todo o país, mas os técnicos do consórcio dizem acreditar que serem maiores, principalmente na região Norte. Lá as perdas seriam na casa dos 50%.

O método que está sendo proposto é o volume da água (produzido+ tratado importado – serviço)- volume consumido, depois dividido pelo valor da água (produzido + tratado importado – serviço).

“Nossa ideia é chegar o mais perto possível do número real e ajudarmos os municípios a reduzir as perdas hídricas na região. Quando não se sabe quanto é a perda, fica difícil diminuir”, disse a gerente técnica do PCJ, Andrea Borges.

 “Quando se fala em perdas não quer dizer que toda esta água tratada vai para o ralo”, afirma o consultor do PCJ Sérgio Carvalho, contratado para auxiliar na nova fórmula do cálculo.
Segundo ele, é metade disso que se perde. Isso com flúor, cloro e o custo da energia elétrica para o bombeamento. A outra metade se refere à medição errada dos equipamentos nos imóveis e empresas.

O consultor disse ainda que atuar no controle de perdas é uma forma do Poder Público fazer sua parte em tempos de racionamentos e cobranças por economia.“Coloque-se no lugar do consumidor. Estamos vivendo quase como no Norte da África, só que deixamos (prefeituras) água vazando na tubulação”, opina.

Selo de pureza
A proposta de uniformizar o cálculo de perdas está em estudo e faz parte de uma contrapartida de outorga dada para a Petrobras captar mais água para a produção em Paulínia .
Com um índice regional, o PCJ estuda ainda implantar um selo de ‘pureza’.

Segundo a entidade, com índice uniformizado, os técnicos fariam auditorias para confirmar se os índices anunciados pelos municípios correspondem à realidade. “Não tem milagre, tem que melhorar porque a água está acabando”, finaliza Carvalho.

Fonte : JP

Nenhum comentário:

Tecnologia do Blogger.