Header Ads

Seo Services

Médico que atestou 'falta de ocupação' já foi denunciado por omissão

Rapaz atendido por ele morreu horas depois de receber alta, diz mãe.
Dona de casa afirma que foi humilhada pelo profissional em consulta.
O médico que diagnosticou os sintomas da paciente Thaynara de Oliveira Cruz, de 19 anos, de "falta de ocupação", já foi denunciado por omissão em fevereiro deste ano. Antônio Carlos Cândido, de 33 anos, foi internado na Santa Casa de Valinhos (SP) com fortes dores no peito, foi atendido pelo profissional e liberado. Ele morreu seis horas depois de receber alta. A mãe do rapaz, Isabel Aparecida Cândido, registrou um boletim de ocorrência por omissão, pois segundo ela, o filho foi para casa ainda com dor. Ela também relatou o caso para o Conselho Regional de Medicina.

Isabel afirmou que o médico disse que o filho dela não tinha nada e o mandou para a casa. No entanto, no atestado de óbito consta que ele sofreu o rompimento de uma das veias do coração. "Por que ele não me atendeu, porque ele não escutou o que eu tinha pra falar? Como você dá alta para o paciente sem saber o que ele tem?", desabafou a dona de casa.

A Santa Casa de Valinhos afirmou que o médico continua no corpo clínico do hospital. Sobre o procedimento envolvendo o paciente, a unidade informou que vai buscar mais informações antes de se pronunciar.

Falta de ocupação
Thaynara se queixava de dores na cabeça e variações na pressão arterial quando procurou atendimento no Centro Integrado de Saúde, no bairro Nova Veneza, em Sumaré, nesta terça-feira (14), mas o médico teria afirmado no prontuário que o problema da paciente era "falta de ocupação".
Na consulta, Thaynara se surpreendeu com o atendimento do clínico geral, que não a examinou. "'Você não conhece paracetamol? Dipirona? É isso que tem que tomar. Mais nada' e eu falei 'já faz alguns dias, nada mais vai resolver?' e ele falou que não", conta. A jovem diz ter se sentido ofendida e humilhada quando o médico perguntou sobre a ocupação dela. "Perguntou se eu trabalhava, eu disse que cuidava do meu filho e ele disse que era falta de ocupação o que eu tinha", afirma. Diante disso, o profissional teria escrito o diagnóstico na ficha médica e receitado um dos medicamentos.
Após o atendimento, a jovem saiu chorando e foi com o marido até o 1º DP da cidade registrar um boletim de ocorrência contra o profissional da saúde, onde apontou que houve ofensa e humilhação por parte do médico. Thaynara disse, ainda, que moverá uma ação por danos morais contra o médico que a destratou. Para a EPTV, afiliada TV Globo, o profissional disse que não iria falar sobre o que aconteceu.
A Prefeitura de Sumaré informou, na tarde desta quarta-feira, que abriu um processo administrativo para investigar a conduta do médico. Já o Conselho Regional Medicina afirmou que também vai abrir uma sindicância para apurar os fatos.

Fonte G1


Nenhum comentário:

Tecnologia do Blogger.