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Greve dos bancários fecha 30% das agências em Campinas, diz sindicato

Entidade aponta que 83 das 276 unidades foram atingidas nesta quarta.
Categoria reivindica aumento de 12,5% e melhores condições de trabalho.

O segundo dia da greve dos bancários, em Campinas (SP), atingiu 30% das agências do município, segundo balanço divulgado na tarde desta quarta-feira (1º) pela entidade que representa a categoria. Pelo levantamento do sindicato, 83 das 276 unidades públicas e privadas foram afetadas. Os funcionários pedem reajuste salarial de 12,5%, piso salarial de R$ 2.979,25, PLR de três salários mais parcela adicional de R$ 6.247 e 14º salário, além de aumento nos valores de benefícios como vale-refeição, auxílio creche e gratificação de caixa.

De acordo com o Sindicato dos Bancários de Campinas e Região, a mobilização na cidade paralisou 30 unidades do Banco do Brasil, 29 da Caixa Econômica Federal e 24 agências que pertencem aos bancos privados. No primeiro dia do movimento, 69 unidades foram afetadas.
Além de Campinas, as outras cidades da região atingidas pela greve são Águas de Lindóia, Americana, Amparo, Artur Nogueira, Cabreúva, Cosmópolis, Espírito Santo do Pinhal, Estiva Gerbi, Holambra, Hortolândia, Indaiatuba, Itapira, Itatiba, Jaguariúna, Louveira, Mogi Guaçu, Mogi Mirim, Monte Mor, Nova Odessa, Pedreira, Paulínia, Santo Antonio de Posse, São João da Boa Vista, Serra Negra, Sumaré, Valinhos e Vinhedo. De acordo com a entidade, 155 agências foram afetadas nesta quarta-feira.
Reivindicações dos bancários
Os trabalhadores que decidiram pela greve pedem reajuste salarial de 12,5%, além de piso salarial de R$ 2.979,25, PLR de três salários mais parcela adicional de R$ 6.247 e 14º salário. A categoria também pede aumento nos valores de benefícios como vale-refeição, auxílio creche, gratificação de caixa, entre outros.
Além do aumento de salário e benefícios, os bancários também pedem melhores condições de trabalho com o fim de metas consideradas abusivas, combate ao assédio moral, igualdade de oportunidades, entre outras demandas.
No sábado (27), o Comando Nacional dos Bancários confirmou o indicativo de greve mesmo após uma nova proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). As instituições financeiras elevaram o reajuste de 7% a 7,35% para os salários, enquanto o aumento no piso da categoria foi de 7,5% para 8%. No entanto, os novos índices foram considerados insuficientes pelos bancários em reunião realizada em São Paulo.
Em 2013, os trabalhadores do setor promoveram uma greve de 23 dias, que foi encerrada após os bancos oferecerem reajuste de 8%, com ganho real de 1,82%. A duração da greve na época fez a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) pedir um acordo para o fim da paralisação, temendo perdas de até 30% nas vendas do varejo do início de outubro.
Em nota, a Fenaban "reafirma sua confiança na manutenção das negociações para um desfecho da convenção coletiva 2014/2015". A entidade ainda "ressalta que o consumidor dispõe de vários canais para a realização de transações financeiras, tais como internet, o banco por telefone, o aplicativo do banco no celular. Há também os caixas eletrônicos e rede 24 horas, que ficam disponíveis em supermercados, aeroportos, shoppings, lojas comerciais e centros comerciais, além dos correspondentes, que estão espalhados por todo o Brasil".

Fonte : G1

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