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Apesar de lei, central de leitos segue com horário restrito em Campinas

Falta do serviço na madrugada dificulta a transferências de pacientes.
Secretaria de Saúde admite déficit de servidores para torná-lo 24 horas.

Apesar do compromisso assumido em março pela Prefeitura de Campinas (SP), de tornar ininterrupto o funcionamento da central reguladora de vagas, seis meses depois, o setor continua com horário restrito, das 7h às 22h, por falta de funcionários. Na prática, isso dificulta que pacientes de pronto-atendimentos da cidade sejam transferidos durante a madrugada para receberem cuidados mais adequados em leitos hospitalares do município.
O compromisso da Prefeitura de tornar 24 horas o funcionamento do setor foi feito quando a Secretaria de Saúde anunciou o programa "Dr. de Plantão", que liberou a contratação de médicos para trabalharem somente em plantões. Com uma lei publicada em 22 de abril, a coordenadoria de regulação de acesso foi criada, mas, apesar disso, a expansão no horário não ocorreu como era previsto pela pasta.
A expectativa da administração municipal era que a contratação de médicos para o "Dr. de Plantão" permitiria tornar o atendimento ininterrupto, mas o secretário de Saúde, Cármino de Souza, admite que a medida foi insuficiente e agora a expansão do horário depende da chegada de profissionais concursados, prevista para começar no fim do ano. "Aí talvez nós tenhamos a possibilidade de remanejar pessoal mais experiente para compor essa central de regulação", disse. Com a atual estrutura, a central de Campinas regula de 30 a 40 pacientes por dia.
Serviços complementares
Para o integrante do Conselho de Saúde Gerardo Melo, o funcionamento ininterrupto da central de regulação é importante, mas sem outros tipos de amparo a medida é insuficiente. "Tem que resolver os outros dois problemas, da estrutura do Samu e a questão da urgência e emergência que não tem funcionário", afirmou ele. A expectativa de Souza é que o serviço passe a funcionar 24 horas a partir do início de 2015.
Segundo o secretário de Saúde, é estudada a possibilidade de agrupar as centrais reguladoras municipal e estadual. O governo do estado confirmou a discussão sobre o assunto. "É como se a gente fosse juntar as trouxas, pegar o que temos em termos de estrutura, pessoal, médicos, e eles pegam o que tem e fazemos um grande complexo", explicou Souza.

A regulação municipal enxerga os leitos de Campinas e a estadual de todo estado de São Paulo. É com as informações dessas centrais que é definido para onde o paciente com um determinado tipo de ferimento pode ser encaminhado, por exemplo. Segundo o secretário de Saúde, é necessário que os médicos que fazem esse trabalho sejam experientes.
Atualmente, de acordo com a Prefeitura, atuam na coordenadoria municipal de regulação 29 profissionais, sendo 15 médicos, sete administrativos, de assistência social, entre outros. No total, 849 leitos são regulados. Em relação ao programa "Dr. de Plantão", atualmente são 40 profissionais em atividade, informou a Secretaria de Saúde.

Fonte : G1

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