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Carlos Saldanha leva ritmos nacionais a ‘Rio 2’

Diretor conta como buscou inspiração na sonoridade nordestina e de outras regiões do país para os números musicais da sequência, que estreia no dia 27 de março
RIO — Se "Rio" é carioca, "Rio 2" é brasileiro. Os US$ 484 milhões arrecadados mundialmente pela primeira parte abriram caminho não só para uma sequência — a primeira do estúdio Blue Sky depois da franquia "A era do gelo" —, mas também para a ampliação do escopo estabelecido pelo sucesso de 2011. Dessa vez, Carlos Saldanha leva as araras-azuis Blu e Jade (e seus três filhos) à Amazônia, fazendo escala nos principais cartões postais brasileiros, incluindo uma parada — fora de mão — em Salvador, para "homenagear o Carlinhos (Brown)", segundo o cineasta. O diretor e o músico baiano, além de Sérgio Mendes e do ator Rodrigo Santoro, deram uma entrevista coletiva no Parque Lage, no Jardim Botânico, na tarde desta segunda-feira.
A mudança geográfica da narrativa levou um desafio novo à equipe responsável por um dos elementos mais presentes na animação: a trilha sonora — no time brasileiro, Mendes retorna ao papel de produtor-executivo musical, com canções adicionais de Brown. Se "Rio" explorou o funk e o samba, a continuação traz influência dos ritmos nordestinos e de outras regiões do país. Dada a grandiosidade dos números musicais, pode ser fácil fazer comparações com a Broadway, mas Saldanha explica que as coregrafias foram profundamente enraizadas na nossa cultura, enquanto as letras foram originalmente escritas em português e, depois, adaptadas para o inglês.
— Minha inspiração foi o carimbó, o maracatu, a ciranda. Os pássaros usam as asas como as cirandeiras usam as saias. Os espirais vêm da quadrilha. Quando as pessoas falam que o filme é hollywoodiano, na verdade não é bem isso — diz o cineasta carioca. — A gente primeiro cria as letras em português. Quando são aprovadas, então fazemos a conversão. As canções que você escuta na versão dublada são, na verdade, as originais. Os Estados Unidos ficaram com a tradução.
— Mas pedimos aos letristas que mantivessem, em inglês, a sonoridade brasileira — acrescenta Mendes. — Isso é algo muito difícil de se fazer, mas a poesia foi mantida.
No filme, a família das quase extintas araras-azuis decide migrar do Rio — palco apenas das primeiras cenas, em que pássaros e outros animais festejam o réveillon em Copacabana e no Cristo Redentor — para a Amazônia após o cientista Tulio (Rodrigo Santoro) e a sua mulher descobrirem na floresta a existência de outros integrantes da mesma espécie. O patriarca Blu não consegue se ajustar à vida fora da cidade grande, e ainda tem que lidar com o sogro que não vai muito com a sua cara. Ele se depara também com os grandes vilões da trama: os madeireiros que ameaçam a fauna e a flora. Mas quem suou mesmo com a troca de ambiente foi a equipe de animadores. Processar os movimentos orgânicos da natureza, conta Saldanha, exigiu um esforço muito mais intenso do que ao retratar os estáticos edifícios da metrópole.
— É muito complicado recriar a natureza em computação gráfica. As partes mais difíceis nas sequências do Rio não têm relação com a cidade, mas com a areia e as montanhas. Então a complexidade da Amazônia foi maior ainda. A gente recriou árvores da região, o Rio Negro, os botos interagindo com a água. Quando você vê o filme pode não pensar no trabalho por trás, mas, só para se ter uma ideia, passamos seis meses trabalhando em cima de uma única cena. A pesquisa para fazer o ambiente é uma mistura de técnicas. A gente procura ser autêntico, mas dentro da estilização da história — diz Saldanha, para quem "Rio 2" é uma "utopia" sua. — É o sonho de uma realidade que um dia possa acontecer. Esse filme não é um documentário. Não quero promover o Brasil ou a arara-azul. É uma história, mas é claro que quero trazer uma mensagem positiva para as crianças.
Tradução manteve a essência
Único dublador a emprestar a voz tanto na versão americana quanto na brasileira ("Assim fica autêntico dos dois lados", diz Saldanha), Santoro acabou participando de dois processos criativos diferentes. Lá fora, as expressões faciais que fazia no estúdio enquanto falava ao microfone, no qual havia uma câmera acoplada, serviram de inspiração para os animadores caracterizarem o personagem. Aqui, ele ajudou na adaptação linguística.
— As inflexões são diferentes. Não adianta traduzir literalmente. Tem que arrumar novas expressões — diz o astro, que até este domingo estava no Chile, onde finalizou as gravações de "The 33" (ainda sem título em português), sobre o grupo de mineiros que ficou preso sob a terra durante 69 dias. — No fim, funcionou. A essência foi mantida.
Em Paulínia o filme será lançado no dia 27 de março e o Topcine Plex já iniciou uma pré venda, em forma de garantir a seus clientes a comodidade de garantir assistir o filme logo no lançamento. O Topcine Plex fica localizado na área de alimentação no segundo piso do Paulínia Shopping, próximo ao Paço Municipal "Palácio Cidade Feliz"


Pré-Venda - lançamento dia 27 de março

Sala 1 - Rio 2 (dublado) 14h15, 16h30, 19h00, 21h10 - duração 01h42 (classificação indicativa livre)

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Fonte : Globo.com

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