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Acusada de chefiar fraude na Sanasa, ex-primeira-dama se cala em juízo


Rosely Nassim Santos é acusada de fraudar contratos em Campinas.
Segundo o Ministério Público, agentes públicos desviaram R$ 20 milhões.
Foto Reprodução : cnpnabalada
Acusada de chefiar um esquema de fraudes em contratos públicos da Sanasa, a ex-primeira-dama e ex-chefe de Gabinete de Campinas (SP) Rosely Nassim Santos quebrou o silêncio nesta segunda-feira (1º) e, antes do interrogatório em juízo, fez um desabafo. Ela chamou de "criminoso" o ex-presidente da Sanasa Luiz de Aquino, delator das supostas fraudes. Em seguida, se recusou a dar explicações sobre o caso e usou do direito de ficar em silêncio.

"Depois de dois anos calada, eu gostaria muito de falar. Eu tenho muito para falar. Mesmo porque eu gostaria de me defender das calúnias desse criminoso que fez a delação. Ele mentiu, formou uma peça, me causando grandes aborrecimentos. Todavia, eu não vou continuar a falar. Vou me manter em silêncio, e deixo para os meus advogados decidirem o que vai ser melhor", disse ela, após ser convocada pelo juiz Nelson Augusto Bernardes. O advogado de Aquino, Carlos Araújo Pimentel Neto, disse, ao fim da audiência, que o cliente dele está disposto a uma acareação para que a ex-primeira-dama comprove o que disse sobre ele. "As pessoas que vieram, fizeram xingamentos, mas não responderam às perguntas", rebateu.

Outros integrantes do governo do prefeito cassado Hélio de Oliveira Santos (PDT) - e réus  - chamados para depor nesta segunda-feira, o ex-diretor de Controle Urbano Ricardo Cândia e o ex-secretário de Comunicação Francisco de Lagos também não responderam aos questionamentos. 

Já o vice-prefeito, também cassado, Demétrio Vilagra (PT) disse ao magistrado que toparia fazer uma acareação com o ex-presidente da Sanasa e delator do suposto esquema, Luiz de Aquino. "Na minha frente ele nunca vai afirmar nada", falou. O petista negou todas as acusações. Ele não quis responder aos questionamentos do Ministério Público (MP).

Entenda
Para a promotoria, Rosely organizava um esquema de cobrança a empresários que queriam assinar contratos de prestação de serviço com a Sanasa, autarquia de Campinas. Ela é acusada por formação de quadrilha, corrupção passiva e fraude em licitações. 

A ex-primeira-dama sempre evitou a imprensa e nunca havia dado declarações públicas sobre as acusações antes da audiência desta segunda-feira. (
Leia o que disseram as testemunhas de defesa de Rosely).

O Ministério Público calculou quanto cada um dos agentes públicos acusados teriam desviado, chegando ao valor aproximado de R$ 20 milhões. Após o levantamento de todos esses dados, o MP, como medida cautelar, listou os bens dos réus e solicitou o bloqueio, 
aceito pela Justiça.

Assim como Rosely, Aquino é acusado por formação de quadrilha, corrupção passiva e fraude em licitações. Vilagra e Cândia respondem por formação de quadrilha e corrupção passiva. Já o ex-secretário de Segurança Carlos Henrique Pinto e Lagos são julgados o por formação de quadrilha.

Relembre o caso
O suposto esquema veio à tona em maio de 2011, quando 11 pessoas, entre elas secretários municipais e ex-diretores da Sanasa, chegaram a ser presas preventivamente durante uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime (Gaeco).
A suspeita de corrupção em contratos da autarquia motivou a abertura de duas comissões processantes na Câmara de Vereadores, em 2011. O então prefeito Hélio de Oliveira Santos foi cassado em agosto, enquanto que o vice, Demétrio Vilagra (PT), deixou o Executivo após sofrer impeachment em dezembro.

Fonte : G1

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