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Depoimento sobre suposto elo de Lula com mensalão vai para MPF-DF


Marcos Valério disse à PGR que Lula recebeu dinheiro no esquema.
MPF-MG prossegue com investigações sobre outros repasses de Valério.
O Ministério Público Federal de Minas Gerais informou nesta quarta-feira (13) que enviou à Procuradoria da República no Distrito Federal o depoimento em que Marcos Valério, condenado como operador do mensalão, acusou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de envolvimento com o esquema de compra de votos no Congresso Nacional. Segundo o MPF em Minas, o procurador Leonardo Augusto Melo continua com as investigações de repasses de dinheiro feitos por Marcos Valério que não foram incluídos no processo do mensalão julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O tribunal condenou 25 pessoas, entre elas Marcos Valério.
Ainda de acordo com a Procuradoria da República em Minas, o depoimento foi enviado à Brasília pois é o local onde a suposta irregularidade ocorreu. Os fatos que se relacionam às atribuições do MPF-MG seguirão sendo apurados.
O advogado de Marcos Valério, Marcelo Leonardo, afirmou que não foi informado sobre o encaminhamento do depoimento de seu cliente. O advogado disse que vai aguardar “eventuais desdobramentos” para que a defesa possa se pronunciar.
A cópia do depoimento chegou à sede da instituição, em Belo Horizonte, no último dia 13 de fevereiro, quando foi encaminhada ao Núcleo de Patrimônio Público pela Procuradoria Geral da República.

Em depoimento dado em setembro, Valério disse que Lula autorizou empréstimos dos bancos Rural e BMG para o PT, com o objetivo de viabilizar o esquema, segundo o jornal "O Estado de S. Paulo". Além disso, de acordo com o jornal, Valério afirmou no depoimento que despesas pessoais do ex-presidente foram pagas com esse dinheiro.
Como Lula não tem mais foro privilegiado no Supremo, o que acontece com o presidente da República, ministros e parlamentares, o processo não pode ser analisado na Procuradoria Geral da República.
Depoimento à PGR
De acordo com o jornal, Valério procurou voluntariamente a Procuradoria Geral após ser condenado pelo STF a 40 anos, dois meses e dez dias de prisão pelos crimes de formação de quadrilha, corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro e evasão de divisas no processo do mensalão. Em troca do novo depoimento e de mais informações sobre o esquema de desvio de dinheiro público para o PT, Valério pretende obter proteção e redução de sua pena.
A oitiva de Valério ocorreu no dia 24 de setembro, em Brasília. As declarações estão em 13 páginas. O "Estado de São Paulo” afirma que teve acesso à íntegra do depoimento, assinado pelo advogado do empresário, o criminalista Marcelo Leonardo, pela subprocuradora da República Cláudia Sampaio e pela procuradora da República Raquel Branquinho.

Fonte :  G1

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