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Crianças em risco fazem pais pedirem transferência de creche do Jd. América


Estrutura precária e invasão de animais são motivos de reclamações; escola precisou suspender as aulas por dois dias após temporal
Creche sofre com problemas de destelhamento e aparecimento
de animais: pais querem transferência
Os pais de crianças matriculadas na Creche Municipal Felipe Macedo de Barros, no Jardim América, em Paulínia, organizaram uma lista com 85 pedidos de transferência para outra unidade por causa dos problemas de infraestrutura, sujeira e falta de funcionários. O atendimento para as 114 crianças, entre três meses e 4 anos, foi suspenso por dois dias na semana passada e retomado na segunda-feira (11) após reparos feitos no telhado, que ficou destruído após o temporal.
Os estragos da chuva comprometeram as aulas e pais deixaram de trabalhar para cuidar dos filhos. Além disso, eles reclamam da invasão de animais e também de insetos. A unidade fica próxima de uma área de conservação.
Após o destelhamento da creche, a assistente jurídica Pamagrei Ferreira precisou pagar para alguém cuidar da filha nos dias em que o atendimento foi suspenso. Por considerar a estrutura inadequada para o atendimento do número de crianças, ela resolveu solicitar a transferência da criança. “É uma creche muito grande e não tem funcionários suficientes para cuidar de tanta criança. A minha filha já chegou suja e com fome da escola”, afirma.
O publicitário Adenir Mendes Fonseca afirma que as crianças estão expostas a animais como lagartos e gambás que entram na área de convivência por conta de uma mata próxima da creche. “Meu filho tem um ano e meio e ele não tem noção do que é um lagarto. Se ele vê o bicho, ele vai querer pegar. É um risco enorme”, disse Adenir.
A enfermeira Daniela Mota Grilo perdeu dois dias de trabalho por não ter com quem deixar a filha nos dias sem aula. O problema do telhado aumentou a sensação de insegurança em deixar a filha na creche. “É uma estrutura mínima para oferecer às crianças. É possível ver a reforma nas paredes, mas a gente não sabe o que foi feito no telhado”, explica.
Ainda segundo Daniela, a creche trabalha com o quadro de funcionários reduzido para atender as crianças. “Os auxiliadores, funcionários que limpam e alimentam as crianças, costumava fazer horas extras, mas o adicional foi cortado”, disse. Com o corte, os funcionários cuidam de mais crianças, num período menor de tempo.
A Secretaria de Educação informa que as reclamações não procedem. Segundo a Prefeitura, a creche conta com 52 funcionários, sendo que três estão afastados por licença médica. As aulas foram suspensas em decorrência das fortes chuvas que atingiram a cidade e a reforma do local já foi concluída. Em relação aos insetos, a creche fica nas proximidades de uma Área de Preservação Ambiental, por isso o aparecimento de animais e insetos, especialmente em períodos de chuva.

Fonte : Jornal Tribuna         

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