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Chuva revela perigos de creches entregues às pressas em Paulínia


Atendimento das 114 crianças foi suspenso após chuva destelhar Creche recém-inaugurada no Jardim América: teto ficou destruído, forro cedeu e a água da chuva invadiu as salas
Pais indignados com a situação divulgaram as fotos da Creche Carolina Rother Ferraz após a chuva
As 114 crianças, entre 3 e 4 anos, da Creche Municipal Felipe Macedo de Barros, no Jardim América, em Paulínia, foram dispensadas das aulas nesta quinta-feira (7) por conta dos estragos causados pela chuva. A unidade foi destelhada na tarde desta quarta-feira, mas ninguém ficou ferido. A suspensão do atendimento ocorreu por medida de segurança.
O temporal destelhou parte do teto, causou infiltração e o forro da unidade cedeu. Algumas salas foram invadidas pela água da chuva e a parte elétrica da unidade foi comprometida, deixando os telefones inativos. Dessa forma, os pais só tiveram conhecimento do ocorrido quando foram buscar seus filhos.
De acordo com o músico e publicitário Nino Fonseca, pai de um aluno de 1 ano e 2 meses, antes de ser adaptado para receber as crianças, o local abrigava uma granja, por isso as condições são precárias. “Eu não quero mais deixar meu filho aqui. Ele está aqui desde outubro e essa é a segunda vez que dá problema por causa da chuva. Eles tiraram as crianças de um local adequado, no centro da cidade, e trouxeram pra cá, onde não há a mínima estrutura”, disse o pai.
Segundo Juliana Bregalda, esposa de Fonseca, a parte mais afetada foi o vestiário das crianças. “Até o chuveiro caiu. Ainda bem que não tinha ninguém na hora”, informou. Juliana também contou que já viu até animais silvestres, como lagarto, rodeando a unidade.
Mais problemas
A auxiliar de serviços gerais D.A.S, que tem uma filha matriculada na Creche Cooperlotes disse que a situação na unidade escolar não é diferente. “Tem sala interditada por causa da chuva. A creche é linda, limpinha, mas parece que é descartável, porque mal começou a funcionar, a gente já percebe que tem um monte de problema”, ressalta. Segundo a Defesa Civil, o índice pluviométrico atingiu 5 milímetros de chuva em 15 minutos. Os ventos chegaram a 68 km/h de acordo com os registros feitos na Refinaria de Paulínia (Replan).
D. também tem um filho que frequenta a Emef Bom Retiro, e, de acordo com ela, as coisas por lá também não estão indo bem. “Essa semana veio recado da professora do meu filho solicitando R$ 10,00 de cada aluno para comprar armários, porque na escola não tem o suficiente e eles pediram para a Prefeitura, mas não tiveram retorno até hoje”, completa.
A Creche Carolina Rother Ferraz também sofreu danos com as chuvas. O local usado como refeitório, ficou totalmente alagado.
Alagamento no bairro São José foi destaque no site VC no G1, da Globo.com
São José
A dona de casa Bruna Aparecida dos Santos Silva fotografou um ponto de alagamento da Rua Eliza Barreto Pontes, no bairro São José. A imagem da internauta foi enviada para o VC no G1, da Globo.com e ganhou destaque.
Segundo a internauta, é comum a região registrar alagamentos “Nunca foi como ontem [6 de março], mas é comum alagar, sim. A minha casa fica em um ponto mais alto, então não tive danos, mas algumas casas de ruas mais baixas chegam a colocar tapumes para não deixar a água entrar”, relata. Ela conta ainda que os vizinhos sempre fazem reclamações na Prefeitura e que uma obra de esgoto foi feita no início de 2012 para tentar solucionar o problema de alagamentos, mas a chuva ainda causa transtorno.

Fonte : JornalTribuna

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