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Dia do Quadrinho Nacional - Exposição de artistas campineiros


Mostra faz homenagem aos 10 anos da tira Só Dando Gizada, do jornalista e cartunista DJota Carvalho, e pode ser visitada até 23/2
Não é fácil produzir tiras de quadrinhos por dez anos, que o diga Bill Watterson, que após uma década de sucesso incontestável com Calvin e Haroldo parou alegando que era muito bom “ir dormir sem pensar no que Calvin faria no dia seguinte”. Entretanto, o jornalista e cartunista DJota Carvalho atingiu a marca com a tira Só Dando Gizada e, por isso, está sendo homenageado por diversos artistas campineiros em exposição que abre justamente nesta quarta, 30 de janeiro, Dia do Quadrinho Nacional, no Espaço Cultural Pandora, em Campinas.

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Bambas do traço como Dalcio Machado, Bira Dantas, Junião, Caio Yo, Carriero e Mario Cau participam da mostra, que é aberta ao público e pode ser conferida até 23 de fevereiro. "Como a tira do DJota completa dez anos, convidamos diversos artistas para exporem a visão de cada um de Só Dando Gizada, seja em tiras mesmo ou em charges, cartuns, ilustrações. O resultado ficou muito bacana”, afirma Ricardo Quintana, curador da exposição "Dez anos de Só Dando Gizada: a tira sob o olhar de outros artistas".

As tiras Só Dando Gizada surgiram em janeiro de 2002 nas páginas do jornal Correio Popular de Campinas, onde saíram diariamente por sete anos e meio, depois foram para a Internet. “Apesar de a primeira tira ter saído em 2002, na transição entre papel e on line fiquei praticamente um ano sem desenhar, por isso desconsidero esse período. Em vez de comemorar o décimo aniversário, estou comemorando literalmente dez anos de tirinhas produzidas: foram quase 2,6 mil no jornal e na internet já são mais de 500”, detalha DJota Carvalho.

Inspirada no universo escolar, as tiras de Só Dando Gizada têm como personagens principais Niquinha (a aluna estudiosa e indignada com as injustiças do mundo e da política), Doug (o aluno do fundão que só quer se dar bem com o mínimo esforço possível), Bobrinha (o limitado que não entende quase nada) e Dona Lena, a professora dividida entre a missão de ensinar e a vontade de largar o emprego para ganhar mais e sofrer menos. Além deles, outros alunos, como Percy Mista, Chica e Kunta Kintê, e professores, Zinha, Mestre Herman e Mr.Handsome, completam a turma dos personagens fixos.

Apesar de ter inúmeras situações de sala de aula, a tira vai bem além disso, fazendo graça e crítica a situações cotidianas, política e fatos que são notícia, o que inclusive fez com que já fossem usadas desde em vestibulares e provas diversas até apostilas de português de redes de ensino. “Fazer tira é difícil por um lado, porque todo dia você tem que ter uma ideia boa, que faça a maioria dos leitores no mínimo sorrir. Por outro lado, é bacana a possibilidade de, como acontece nas charges, brincar com o factual. Isso, lógico, traz desafios: nunca me esqueci quando em 2002 resolvi fazer os personagens interagirem com a Copa do Mundo. O problema era que os jogos eram pela manhã e as tiras tinham que ser entregues no final da tarde do dia anterior. Tive que brincar com as histórias de modo que elas fizessem sentido mesmo sem o resultado das partidas e ainda assim fossem atuais”, relembra DJota.

Esta série, por sinal, pode ser conferida no blog do autor.

Serviço:

Exposição "Dez anos de Só Dando Gizada: a tira sob o olhar de outros artistas"
Local: Espaço Cultural Pandora. Rua Joaquim Novaes, 146, Cambui – Campinas
Data: 30 de janeiro a 23 de fevereiro (exceto no feriado de Carnaval)
Horário: de segunda a quinta, das 9 às 21 horas; às sextas, das 9 às 18 horas; aos sábados, das 9 às 13 horas
Informações: (19) 3234-4443

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