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Chips encontrados em Artur Nogueira são do mega-assalto em Campinas


Empresa espanhola que opera dentro do CLB reconheceu a mercadoria. Celulares encontrados neste sábado (23) também podem ser do roubo.

Chips de celular e modens são encontrados
pela Guarda de Artur Nogueira
(Foto: Reprodução EPTV)
A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Campinas (SP) confirmou neste sábado (23) ao G1 que as caixas com modens 3G e chips de celular encontrados pela Guarda Municipal de Artur Nogueira (SP), na quarta-feira (20), fazem parte da carga de tablets e smartphones roubados do Centro Logístico Brasil, em Campinas (SP), no dia 16 de fevereiro. O material foi encontrado em uma estrada na zona rural. Segundo a delegada da DIG Denise Margarido, representantes da Celistics, multinacional espanhola que possui uma unidade dentro do CLB, foram até a delegacia da cidade e confirmaram que a mercadoria foi levada durante o assalto. "Os criminosos perceberam que a polícia está fechando o cerco e estão abandonando a carga em vários lugares", disse a delegada. Ainda não se sabe o valor total da carga roubada e nem quanto foi recuperado.

Possível carga

A Polícia Civil de Campinas também encontrou uma carga de celulares na noite deste sábado (22) dentro de uma Fiorino em um posto de gasolina no Jardim Eulina, às margens da Rodovia Anhanguera (SP-330), em Campinas. Segundo a delegada, é muito provável que seja mais uma parte do carregamento levado do Centro Logístico, mas a polícia só pode ter a confirmação depois que a empresa for reconhecer a mercadoria. "Isso só deve acontecer na segunda-feira (25)", disse a policial.

Outra parte

Um lote roubado foi encontrado na quarta-feira (20) pelo Grupo de Operações Especiais (GOE) na Zona Oeste de São Paulo. Duas pessoas foram presas. Quatro carretas e uma van foram apreendidas. Elas estavam em vários pontos da região metropolitana da cidade. Dentro delas foram encontrados celulares tabletes e smarthphones.

A primeira parte da carga foi localizada num galpão nos fundos de uma casa na Rua Mathias Maciel de Almeida, em Vargem Grande Paulista, na região metropolitana. A casa estava trancada e a polícia precisou arrombar um portão. Dois suspeitos estavam no local. Um deles foi preso e outro conseguiu fugir. Na casa, os policiais também encontraram uma caminhonete usada no assalto e computadores roubados do centro empresarial. Essas máquinas fazem parte do sistema de segurança do CLB e possuem imagens do assalto, que podem ajudar a polícia a identificar os criminosos.

Horas depois, a polícia foi até um terreno na Zona Oeste de São Paulo onde encontrou um caminhão abandonado com mais smartphones e tablets. Centenas de eletrônicos também foram encontradas em um caminhão na altura do km 33 da Rodovia Raposo Tavares, em Cotia, na Grande São Paulo. Atrás desse caminhão, foi deixada uma van lotada com tablets e smartphones. Para a polícia, eles abandonaram a carga ao observar a aproximação dos policiais. "A carga acaba sendo espalhada, é uma tática que eles [ladrões] usam para evitar que a polícia encontre tudo de uma vez. Eles querem evitar o prejuízo, então eles fracionam a carga", explicou o delegado do GOE Fabio Baena Martin. Ele estima que a carga recuperada esteja avaliada em cerca de R$ 15 milhões, mas o valor ainda não foi contabilizado pela empresa.

O caso

Os homens invadiram o local em Campinas se passando por funcionários do setor de segurança. Armados de fuzis e pistolas de uso exclusivo das Forças Armadas renderam os vigias e, em três horas, carregaram caminhões e veículos com os equipamentos. A informação divulgada inicialmente era de que os assaltantes tinham rendido um vigia que estava a caminho do centro logístico com um carro da empresa. No entanto, após os depoimentos foi verificado que a estratégia adotada pelo bando utilizou um carro clonado com adesivos da empresa de vigilância. Segundo o delegado da seccional, José Carlos Rolim Neto, na portaria do centro os criminosos teriam se identificado como supervisor de segurança e teve o acesso liberado. A partir disso, os criminosos renderam outros vigias.

Parte dos funcionários ficou trancada em veículos da empresa, enquanto outros foram obrigados a carregar os equipamentos eletrônicos para os carros e caminhões dos suspeitos. A quadrilha também roubou as três armas e coletes dos seguranças. No local, a polícia apreendeu bitucas de cigarro, uma camiseta, um alicate, uma luva e um pedaço de algodão com mancha vermelha, que pode indicar sangue. O material será avaliado pelo Instituto de Criminalística (IC).

Do G1 Campinas e Região



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