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Índice de estupros em Paulínia supera dez maiores cidades da região de Campinas no 1º trimestre, diz SSP

As prisões de um pastor evangélico e de um vigilante suspeitos de estupros em Paulínia (SP), neste ano, chamam atenção para o número de casos registrados pela Polícia Civil. Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP), o índice de crimes desse tipo no município supera as dez maiores cidades da região de Campinas no primeiro trimestre de 2018.

Com 102 mil habitantes, segundo dados do IBGE, Paulínia teve 13 casos de estupro nos primeiros três meses do ano, 8 deles envolvendo crianças e adolescentes.

Quase 11 vezes maior que Paulínia, Campinas (SP), de 1,1 milhão de habitantes, registrou 88 casos no trimestre, 7,44 para cada grupo de 100 mil habitantes. Com relação ao estupro de vulnerável, foram 48 registros, 4,06 em 100 mil.
Para o delegado Rodrigo Galazzo, o elevado número de casos em Paulínia está relacionado com a exposição de casos e o trabalho da Polícia Civil.

"O estupro é uma doença sexual e, infelizmente, sempre aconteceu. Na verdade, as vítimas estão mais seguras para denunciar ao ver que criminosos estão sendo presos por isso."

Galazzo, que na última sexta-feira prendeu um homem suspeito de estuprar as três filhas, de 10, 11 e 12 anos, pede que as vítimas não se calem e continuem denunciando os crimes. Uma das jovens escreveu um bilhete a uma amiga para relatar os abusos.

"Quero que elas continuem vindo, independente de quantos casos forem, que continuem acreditando no trabalho da Polícia Civil. Vamos dar um alento a essas vítimas", defende Galazzo.

Fonte PO

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