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Funcionários do Ouro Verde entram em greve; hospital de Campinas é investigado por desvio de verbas

Greve iniciada nesta sexta-feira (1º) foi definida em outubro. Vitale não depositou a 1ª parcela do 13º salário.
Funcionários do Hospital Ouro Verde, em Campinas (SP), iniciaram uma greve na manhã desta sexta-feira (1º). Eles decidiram parar os atendimentos para reivindicar a 1ª parcela do 13º salário, que não foi depositada pela Organização Social (OS) Vitale, segundo os trabalhadores.
A decisão de paralisação já havia sido tomada em outubro deste ano, quando eles protestaram contra salários de setembro atrasados. Na época, os funcionários decidiram parar no dia 1º de dezembro, caso a 1ª parcela do 13º não fosse paga.
Paulo da Silva, diretor do Sinsaúde, sindicato que representa os funcionários, disse à EPTV, afiliada da TV Globo, que a greve teve início às 6h. Ele disse também que em uma reunião na quinta-feira (30) com os representantes Ministério Público, os responsáveis pela Vitale não compareceram e a greve não teve como ser evitada.
A Vitale informou estar sem condições de pagar os salários por ter herdado uma dívida da administração anterior. A empresa está sendo investigada pelo Ministério Público por supostos desvios de R$ 4 milhões da saúde pública.
Investigação de desvios de R$ 4 milhões
Os desvios de recursos públicos da saúde de Campinas (SP) provocaram prejuízo de pelo menos R$ 4 milhões, segundo estimativa do Ministério Público. Uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio da Polícia Militar, resultou nas prisões temporárias de cinco empresários, e um sexto investigado deve se apresentar em São Paulo na quinta-feira. A Prefeitura anunciou que irá rescindir o contrato com a administradora do Hospital Ouro Verde.
De acordo com o promotor Daniel Zulian, as investigações começaram há dez meses e foi apurado que um grupo ligado à Organização Social Vitale, responsável por administrar a unidade médica, usava a entidade para obter indevida vantagem patrimonial por meio de consultorias simuladas.
Segundo ele, há indícios de superfaturamento na compra de medicamentos, insumos e prestação de serviços no hospital, além da suspeita de recebimento de propina por agentes públicos. A Vitale é uma organização sem fins lucrativos e o contrato com o Executivo foi firmado há 17 meses.
"Trata-se da primeira fase da Operação Ouro Verde, que fique bem claro, e ela teve por objetivo desarticular um grupo criminoso de empresários que atua na área da saúde buscando desvio de recursos públicos da área que mais precisa", explicou o promotor.
Durante a ação em Campinas, foram apreendidos dois carros, modelos Ferrari e BMW, além de R$ 1,2 milhão. Ao todo, segundo o MP, foram cumpridos 33 mandados de busca e apreensão em sete cidades paulistas, mas há indícios de que a organização criminosa atuava em outros estados.

Fonte G1

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