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Roubo de veículos cresce em Paulínia

A quantidade de assaltos, cujos alvos são veículos, registrados na Delegacia de Polícia de Paulínia aumentou no primeiro quadrimestre deste ano em comparação ao mesmo período do ano passado.
Em 2016, ladrões fizeram 27 vítimas na cidade, ao passo que esse ano foram 31 casos anotados pela Polícia Civil, órgão que tem a responsabilidade de investigar e elucidar os crimes. A alta nesse tipo de crime é de 15%, aponta estatísticas divulgadas pela SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública do Estado
de São Paulo).
O delegado e especialista em segurança pública, José Roberto Daher, explica os casos.“Quando se reprime o delito em determinada localidade, o crime sempre vai onde há menos repressão. A polícia
percebe isso e atua na prevenção, por isso é comum haver aumento e quedas em diferentes lugares”, explicou. Para ele, o aumento de assaltos está dentro do esperado pela polícia ao comparar com
aumento populacional.
Segundo Daher, o maior entrave das investigações de roubo é o temor da vítima em reconhecer os autores, condição imprescindível para prisão. “A vítima, em geral, tem medo que possa haver
represália”. Conforme o delegado, “primeiro é preciso registrar os roubos, por menos grave que seja, e fornecer o maior número de detalhes para investigação”.
Para maior eficácia da repressão, o delegado citou a dependência do aumento do efetivo de investigadores. Estamos pleiteando isso faz tempo. A defasagem é grande, precisamos do dobro
de investigadores para uma investigação mais profícua”, disse.
Especialista em segurança pública e professor da PUC-Campinas (Pontifícia Universidade Católica) José Henrique Spécie avaliou o índice de roubos como preocupantes e apontou a integração das polícias para o combate aos casos.
“O índice demonstra que não há redução desses delitos e gera necessidade urgente de a Polícia Militar, Polícia Civil e Guarda Municipal trabalhar de forma integrada para uma solução conjunta visando
coibir esses delitos. As formas tradicionais já não surtem efeito”, pontuou. Spécie apontou para falta de aumento do número de policiais e frisou necessidade de qualificação e garantia de maior estrutura para homens que já estão no quadro de funcionários do Estado. “Não se combate o crime sem prestigiar e valorizar quem trabalha na segurança com plano de carreira, capacitação e planejamento”.
O ex-secretário nacional de segurança pública e especialista na área, José Vicente da Silva Filho, explicou que a polícia tem de identificar a variedade de roubos, cometidos em diferentes locais,
com procedimentos criminosos específicos, montar plano de trabalho contra o delito e procurar bandidos que agem organizadamente.

Fonte: Agora

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