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Operação do MP cumpre mandados em Campinas sobre investigação de crimes em rede de farmácias de SP

Ação foi feita em seis endereços na cidade na manhã desta quarta-feira (28). Empresa é de suspeita de lavagem de dinheiro e sonegação de impostos.
Promotores do Ministério Público (MP) cumpriram seis mandados de busca e apreensão em Campinas (SP) na manhã desta quarta-feira (28) na operação que investiga crimes em uma rede de farmácias com sede em São José dos Campos (SP). A empresa é suspeita de lavagem de dinheiro e sonegação de impostos.
Entre os materiais aprendidos estão documentos, computadores e celulares, que foram levados para a sede do Ministério Público de Campinas, na Cidade Judiciária. A movimentação de policiais militares e promotores foi intensa durante a manhã. Quatro viaturas levaram os materiais para o local.
Segundo o MP, os mandados foram cumpridos em endereços residenciais e de empresas de pessoas ligadas ao grupo responsável pela rede Farma Conde. Um dos locais é a imobiliária DMD7 na Avenida Marechal Carmona. Procurados pelo G1, os responsáveis pela imobiliária não foram localizados para comentar o caso.
Os responsáveis pelo cumprimento dos mandados são equipes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) - ligado ao MP -, da Fazenda e da Receita Federal, com apoio das polícias Civil e Militar.
A empresa tem lojas em todo o estado de SP, sendo três em Campinas, segundo o site oficial da rede. A operação foi batizada como "Monte Cristo".
Em nota enviada à imprensa, o Grupo Conde considerou a ação desta quarta "arbitrária e abusiva". [Veja mais informações sobre a defesa da empresa, abaixo]
Materiais apreendidos em endereços de Campinas relacionados ao grupo da rede de farmácias Farma Conde (Foto: André Natale / EPTV) Materiais apreendidos em endereços de Campinas relacionados ao grupo da rede de farmácias Farma Conde 
Outras apreensões
Além dos documentos apreendidos, em um dos endereços os promotores apreenderam uma arma que estava com o registro vencido e algumas munições, que foram encaminhadas para o 1º Distrito Policial da cidade. O proprietário dela foi detido para prestar depoimento e foi liberado em seguida.
No mesmo local um homem foi identificado como foragido e preso por falta de pagamento de pensão alimentícia. A prisão dele não tem relação com a operação na rede de farmácias.
No estado, os mandados - 67 ao todo - também foram cumpridos nas cidades de São José dos Campos, Jacareí (SP), Caçapava (SP), Caraguatatuba (SP), Ubatuba (SP), São Paulo (SP), Araçatuba (SP), entre outas.
Denúncia
Segundo a denúncia do Ministério Público, o proprietário da farmácia teria criado várias empresas de fachada em nome de parentes para lavar dinheiro e sonegar impostos. O objetivo da fraude era obtenção de vantagem ilícita ao grupo, com a diminuição do custo final dos produtos.
A investigação começou há cerca de três anos e meio, após a Secretaria Estadual da Fazenda de São Paulo identificar indícios de fraudes fiscais. São investigados o proprietário da Farma Conde, os parentes e as empresas em nome deles - como a própria Farma Conde.
Segundo o MP, a Justiça de São José também determinou, a pedido dos promotores do Gaeco, o sequestro de 60 imóveis e o bloqueio de ativos financeiros de diversas empresas ligadas ao grupo.
Outro lado
De acordo com a empresa, ação do MP nas instalações do Grupo Conde no interior paulista foi "arbitrária e abusiva". Na nota enviada à imprensa, o grupo afirma que "trata-se de uma retaliação dos promotores ao pedido da empresa de encerramento das investigações, que já duram quatro anos, sem qualquer evidência de irregularidade".
O grupo informou também que atua com correção e respeito à lei e sempre esteve à disposição para esclarecimentos e apresentação de documentos. "Serão tomadas todas as medidas judiciais cabíveis em relação às ilegalidades cometidas contra a empresa", completa a nota.

Fonte: G1

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