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Da euforia ao temor: Bugre muda em dez dias e vive insegurança para 2017

Bugre ainda não tem certeza de quantos jogadores ficarão no ano que vem (Foto: Reprodução GE
Desde a perda do título da Série C, Guarani fica sem elenco, tem dificuldades para renovar com peças importantes do acesso e enfrenta crise com a parceira Magnum
Dez dias foram suficientes para mudar o ambiente no Brinco de Ouro. E para pior. Da euforia com a possibilidade de ser campeão da Série C e se tornar o único time a conquistar as três principais séries do Campeonato Brasileiro, o Guarani convive agora, menos de duas semanas depois, com a insegurança de não conseguir se planejar para a próxima temporada. Tudo isso por causa do impasse entre o clube e a Magnum, parceira há dois anos que não pretende mais investir tanto dinheiro no futebol a partir de 2017.
No dia 5, o Guarani foi a Varginha com o intuito de levantar a taça da Série C, mas levou a pior no duelo direto com o Boa Esporte: derrota por 3 a 0 e confusão após a partida. Torcedores e policiais militares entraram em conflito no Estádio do Melão, o que causou críticas da diretoria pelo comportamento da PM e depredação de parte da estrutura do campo do Boa. Até atletas participaram do tumulto e quase chegaram às vias de fato com a polícia. O caso deve render multa e perda de mando ao Bugre no futuro.
E MAIS: Graziano vê dívida do Guarani fora de controle e coloca nova arena em risco
De volta a Campinas, sem a euforia de um possível título, o clube começou a conviver com notícias mais negativas. A diretoria antecipou o fim de contrato com a maioria dos jogadores, para não arcar com salários de dezembro e 13º, e ficou sem praticamente nenhum atleta para 2017 (só o goleiro Passarelli, o zagueiro Léo Rigo e o atacante Eliandro possuem vínculo). A postura, defendida pelo presidente Horley Senna como forma de economizar pagamentos em uma época sem jogos, causou discórdia entre a torcida.
O ponto chave, porém, é a paralisação de investimentos da Magnum no futebol. Acostumado a bancar quase R$ 1 milhão por mês durante a campanha da Série C, o empresário Roberto Graziano confirmou, em entrevista exclusiva ao GloboEsporte.com, que não dará mais do que os R$ 350 mil previstos em contrato a partir de agora. O investidor mostrou incômodo com a postura da diretoria bugrina e fez críticas a Horley, que respondeu no dia seguinte. Graziano também falou de como as dívidas podem atrapalhar a construção da nova arena.
 Cercado de dúvidas no time principal, Guarani briga por título paulista sub-11
O impasse com a Magnum impede que o planejamento para 2017 ande. Era intenção de Horley Senna renovar os contratos do executivo Rodrigo Pastana, do coordenador Marcus Vinícius e também do técnico Marcelo Chamusca. Os três, no entanto, ainda não estão garantidos. A diminuição de investimentos também deve causar algumas perdas consideráveis no elenco. Os jogadores ficaram valorizados pelo vice-campeonato da Série C e possuem sondagens.
A torcida bugrina espera por notícias melhores nos próximos dias. Com planejamento parado e divergências com quem bancava os salários de comissão técnica e jogadores, o Guarani volta a viver momentos de dúvida na preparação para uma temporada que era muito aguardada. O time terá a missão de voltar à elite do Campeonato Paulista no primeiro semestre e pelo menos evitar o rebaixamento na Série B do Brasileiro. Se as coisas não entrarem logo nos eixos, tanto um quanto outro objetivo ficarão bastante comprometidos.

Fonte: GE

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