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Região Metropolitana de Campinas perde 17% de Mata Atlântica

A vegetação remanescente de Mata Atlântica na Região Metropolitana de Campinas (RMC) passou por uma devastação nos últimos dez anos, período em que perdeu 17,1% de sua área verde nativa. Foram desmatados 2,22 mil hectares, o equivalente a 5,3 mil campos de futebol. Dos 324 mil hectares originariamente cobertos pelo bioma, restaram no ano passado apenas 10,7 mil hectares, ou seja, apenas 3,32%.

Nos últimos dois anos, vem ocorrendo uma desaceleração no desmatamento, mas ainda assim está longe de uma recomposição que leve a RMC para os percentuais de 2004, que já eram ruim. Nos últimos dez anos, 11 cidades não tiveram qualquer incremento — ao contrário, perderam partes importante do bioma mais ameaçado do País e têm hoje uma área muito menor de vegetação nativa do que há uma década.

Cidade

Perderam Mata Atlântica as cidades de Americana (60%), Cosmópolis (78,1%), Engenheiro Coelho (84%), Holambra (75,2%), Itatiba (12,9%), Jaguariúna (38,8%), Nova Odessa (75,2%), Paulínia (41%), Santo Antonio de Posse (40,1%), Valinhos (35,4%) e Vinhedo (47,7%).

Levantamento divulgado recentemente pela Fundação SOS Mata Atlântica mostra que, na RMC, as cidades de Holambra, Itatiba, Morungaba, Pedreira e Vinhedo são as que possuem o maior percentual de vegetação nativa original, onde a Mata Atlântica ocupa 6% do território, apesar do desmatamento ocorrido em uma década. Dessas cinco cidades, apenas Morungaba conseguiu aumentar a área com mata em dez anos.

Inverso

Indaiatuba foi a cidade que mais conseguiu ampliar sua área de vegetação nativa nos últimos dez anos (47,8%), enquanto Cosmópolis (-78,1%) foi a que mais perdeu.

Os municípios têm de fazer sua parte na proteção da floresta mais ameaçada do Brasil e uma das principais formas de contribuir é através da elaboração e implementação dos Planos Municipais da Mata Atlântica, segundo Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da SOS Mata Atlântica.

O plano, disse, traz benefícios para a gestão ambiental e o planejamento do município. “Quando o município faz o mapeamento das áreas verdes e indica como elas serão administradas — por exemplo, se vão virar um parque ou uma área de proteção ambiental — fica muito mais fácil conduzir processos como o de licenciamento de empreendimentos. Além disso, é uma legislação que coloca o município muito mais próximo do cidadão porque também estamos falando em qualidade de vida”, afirmou.

Atlas

O Atlas dos Municípios da Mata Atlântica divulgado traz os dados mais recentes sobre a situação de cidade do Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Líder nacional do desmatamento na Mata Atlântica pelo quinto ano consecutivo, Minas tem cinco cidades entre as dez que mais desmataram o bioma no período 2012-2013, enquanto que os demais estados do Sudeste apresentaram relativa estabilidade.

Os municípios mineiros de Águas Vermelhas e Ponto dos Volantes, com 843 e 720 hectares de vegetação natural suprimida, respectivamente, mostram que Minas ainda não conseguiu controlar seu desmatamento. Já nos outros estados da região Sudeste, o Atlas aponta que o desmatamento não passou de cinco hectares em Santa Maria de Jetibá (ES), quatro hectares em São Fidélis (RJ) e 21 hectaresem Ribeirão Pires (SP).

Entre as cidades do Sudeste que mais preservam a Mata Atlântica, destacam-se as mineiras Santana de Pirapama e Buenópolis, ambas com 88% de vegetação natural, além de Ubatuba e Ilhabela, no Litoral de São Paulo, com 86%. No Rio de Janeiro, Angra dos Reis mantém 80% de sua vegetação original, enquanto que no Espírito Santo a cidade de Sooretama conserva só 42%.

Fonte : JP

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