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PF prende quadrilha que agia no Aeroporto de Viracopos

Grupo é acusado de associação criminosa e descaminho - importação sem o pagamento dos tributos
A Polícia Federal (PF) prendeu, na noite da última sexta-feira (26), dois despachantes aduaneiros, um funcionário do Aeroporto Internacional de Viracopos e um empresário por associação criminosa e descaminho - importação sem o pagamento dos tributos. As informações foram divulgadas apenas na tarde desta segunda-feira (28). Segundo o delegado da PF, Hermógenes de Freitas Leitão Neto, os aduaneiros e o funcionário do aeroporto são acusados de retirar do terminal duas cargas importadas avaliadas em R$ 8 milhões sem autorização da Receita Federal.

Os suspeitos foram detidos no momento em que levavam os volumes para um empresário de São Paulo, que os esperavam em um estacionamento nas proximidades do aeroporto. Como ele a polícia localizou R$ 26,2 mil e mais US$ 18,6 mil (equivalente a quase R$ 50 mil). A polícia acredita que o montante seria entregue para os três envolvidos no esquema fraudulento.

Monitoramento

As prisões só foram possíveis após monitoramento da Receita Federal de três cargas que haviam chegado de Miami em novembro e tinham como destinatária uma empresa com sede no Rio de Janeiro. As mercadorias estavam sob controle de combate à fraude da Receita Federal, mecanismo utilizado pelo órgão quando há suspeita de irregularidades, seja por falta de documentação, por incompatibilidade dos bens com o valor declarado, ou outros motivos sigilosos que demandam maior atenção, informou o inspetor da Receita.

No dia 11 deste mês, os fiscais solicitaram a movimentação de uma dessas cargas e descobriram que ela havia sido retirada do armazém sem autorização da Receita Federal, com a participação de um funcionário do aeroporto. "A partir de então começamos a investigar o sumiço desta carga e na sexta-feira chegamos aos envolvidos" , contou Leitão Neto. O volume que deu origem à investigação tinha cerca de 345 kg. "Ela foi desviada, retirada do aeroporto fugindo a qualquer controle" , disse o inspetor da Receita.

"Quando houve o sumiço da carga procuramos a empresa que administra o aeroporto e soubemos que um funcionário havia ajudado a liberar essa carga indevidamente", disse.  Como ainda havia outras duas cargas da mesma empresa, a Polícia Federal foi comunicada e também passou a monitorá-las.

Demissão

O funcionário que teria ajudado na liberação da primeira carga pediu demissão no mesmo dia em que a Receita descobriu o sumiço do volume. "A quadrilha, então, deve ter procurado convencer um outro funcionário a fazer a movimentação das duas outras cargas", disse Antonio Leal, inspetor da Receita Federal em Viracopos. As cargas eram compostas por produtos de grifes famosas, como tênis, relógios, perfumes e até eletrônicos.
Na sexta-feira, as duas cargas restantes, sendo uma com 572kg e outra com 671kg, avaliadas em US$ 3 milhões de dólares (cerca de R$ 8 milhões) foram transferidas para um caminhão, sem o devido procedimento aduaneiro. Quando o caminhão deixou as dependências do Terminal de Cargas, policiais federais do Grupo de Operações da Unidade de Polícia Aeroportuária abordaram o veículo e constataram o descaminho.

Primeira vez

"Foi a primeira vez que flagramos este tipo de crime (descaminho) no aeroporto. Os despachantes e o funcionário agilizaram a saída da carga, sem as devidas conferências de praxe", comentou o delegado.

"O proprietário da carga não estava disposto a pagar a tributação que a Receita ia exigir, ou, se não conseguissem, seria intimado a levar muitos documentos, o que iria dificultar a liberação. Portanto, conseguiu ajuda de um funcionário para fazer a movimentação" , disse o inspetor da Receita.

O ex-funcionário do aeroporto que pediu demissão não foi preso, mas está sendo investigado. A PF também apura o destino dos objetos desviados. Para os crimes, as penas variam de quatro a 12 anos de prisão em regime fechado. O material apreendido na sexta-feira - mais de uma tonelada de produtos - deverá ir a leilão.
"Foi algo muito peculiar.

Ousadia

Tentar retirar carga sem qualquer controle da Receita é muito ousado. A concessionária também estava sendo enganada. Foi a primeira vez que vi a atuação de uma quadrilha dessa forma, que para conseguir a retirada só mesmo com auxílio de um funcionário, uma vez que as cargas ficam num elevador que são movimentados apenas com senhas", comentou Leal.

Imagens das câmeras de segurança do aeroporto foram essenciais para descobrir o esquema fraudulento. Em nota, a Aeroportos Brasil Viracopos, concessionária que administra o aeroporto, informou que foi ela que solicitou a investigação à Polícia Federal e à Receita Federal, "após o trabalho integrado entre as equipes de Logística e Segurança do Aeroporto Internacional de Viracopos ao detectarem procedimento errado no processo interno de monitoramento de carga."


Fonte : CP

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