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Estado inicia compactação de 3,2 mil veículos apreendidos em Campinas

Segundo Polícia Civil, trabalhos devem ser concluídos em três meses.
Diretor evita mencionar prazo para 'zerar' lotação em áreas da Emdec.
A Polícia Civil iniciou, nesta sexta-feira (16), a compactação de 3,2 mil veículos apreendidos e guardados em áreas da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec). Segundo o delegado da 1ª Seccional, José Carneiro Rolim Neto, os trabalhos devem ser concluídos em 90 dias e a corporação irá negociar com o Executivo para que automóveis mantidos nas delegacias, entre elas o 1º DP no Centro, e a 2ª Seccional no Jardim Londres, possam ocupar o "espaço livre" até que ocorram as contratações de dois pátios pelo estado.

"Havendo essa liberação de veículos nos espaços, há compromisso da Emdec em continuar nos ajudando e recolher veículos que estão nas delegacias", explicou Rolim Neto. Entre os veículos que serão compactados no pátio localizado no bairro São João, metade já estava no espaço, enquanto que os demais serão transferidos da sede da empresa, na Vila Industrial, e também do Departamento de Inspeção Veicular (DIV), no Jardim Satélite Íris II. Outros 600 veículos, segundo a polícia, aguardam liberação judicial para realização do processo.
Segundo a assessoria de imprensa da Emdec, atualmente há 3,9 mil veículos no pátio da Emdec, 3,3 mil na sede da empresa e outros 657 no DIV. Aproximadamente 95% das apreensão são feitas pelo estado.
O processo
A máquina importada da Espanha e avaliada em R$ 1,5 milhão "amassa" a estrutura de um carro em 1 minuto e 26 segundos, após ele passar pelo processo de descontaminação. Esta etapa inclui a retirada de combustíveis, óleos, pneus, baterias, radiadores e outros materiais que possam causar danos ao meio ambiente. "A máquina pesa 40 toneladas e exerce uma força de 100 toneladas. As motos não precisam ser colocadas na prensa compactadora, pois a garra dela já faz o trabalho", explicou o operador do equipamento Hélio de Oliveira. Na sequência, o material será levado para trituração em Guarulhos, na Grande São Paulo, e depois será vendido a companhias siderúrgicas - com preço estimado de R$ 0,46 por quilo.
De acordo com Rolim Neto, entre as unidades que serão compactadas estão automóveis abandonados há pelo menos dez anos no pátio e que têm chassis adulterados e sem propriedade comprovada. Os veículos são compactados após decisão judicial.

Medidas
O diretor do Departamento de Polícia Judiciária (Deinter-2), Kleber Altale, evitou mencionar prazo para que o estado consiga "zerar" a superlotação nas áreas da Emdec. Ele frisou que o trabalho iniciado nesta sexta-feira irá amenizar o quadro, e a corporação também trabalha para acelerar a contratação de dois pátios que possam receber os veículos apreendidos.

"Vamos trabalhar para que realmente, no menor prazo possível, a gente consiga compactar os veículos [...] Acredito que teremos número bem maior que 3,2 mil até o fim do ano." Atualmente, média de 240 unidades são recolhidas por mês na cidade, desconsiderando-se  caos em que ocorre devolução às vítimas. A previsão é que as áreas sejam contratadas até junho e as empresas selecionadas na modalidade pregão selecionem as áreas de trabalho.

Em uma segunda etapa, a Polícia Civil prevê processo semelhante para 8,8 mil veículos que estão em outras cidades do Deinter-2, incluindo Indaiatuba, Paulínia, Valinhos e Vinhedo.

Fonte G1

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