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Cirurgia inédita com stent absorvível é feita no Vera Cruz

Paciente recebe pela primeira vez no Interior paulista um stent desenvolvido para ser absorvido pelo organismo
Pela primeira vez no Interior de São Paulo, um paciente cardíaco recebeu um stent biorreabsorvível, utilizado para desobstruir artérias coronárias. O procedimento cirúrgico foi realizado no dia 22 de dezembro sob o comando do médico cardiologista e coordenador do serviço de Hemodinâmica do hospital Vera Cruz, Silvio Giopatto.

A unidade hospitalar campineira é a única do Interior paulista certificada pela empresa fabricante do produto, a norte-americana Abbott. Além do Vera Cruz, foram certificados o Instituto Dante Pazzanese, Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital do Coração — todos em São Paulo —, além do Hospital Cardiológico Costantini, em Curitiba (PR), e Hospital Moinho de Ventos, de Porto Alegre (RS). A técnica também está presente nos Estados Unidos, Canadá e Europa. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o novo stent para uso clínico em novembro passado.

Diferenças

Diferentemente do stent metálico, que é implantado no local da placa de gordura, “aprisionando” essa placa contra a parede do vaso e que permanece definitivamente no corpo, o biorreabsorvível desaparece completamente do organismo num período que varia de dois a três anos, permitindo que o vaso recupere o estado funcional de antes do implante e ainda, caso seja necessário, possibilita a colocação de uma ponte de safena ou mamária exatamente no local do stent, o que não é possível com o permanente.

Giopatto e sua equipe estudam o novo modelo desde 2009, ano em que foi constituído o Programa de Implante de Stents Biorreabsorvíveis do hospital Vera Cruz. Em março passado, o médico esteve no Canadá para aprimorar as técnicas do novo modelo, que foi implantado pela primeira vez em Campinas às vésperas do Natal em um homem de 44 anos com uma problema cardíaco grave e um histórico familiar de enfartes.

Procedimento é igual

O procedimento para colocação do stent biorreabsorvível é o mesmo do metálico, utilizado desde a década de 90: faz-se uma angioplastia para colocar a peça que fará a desobstrução da artéria. “O metálico fica dentro do corpo do paciente para o resto da vida. Essa nova tecnologia representou um avanço importante porque ele vai desaparecer, permitindo que a artéria volte a funcionar como era antes”, disse o médico Silvio Gioppato.

Ele afirmou que os trabalhos científicos mostram resultados excelentes, mas, como os implantes no Brasil estão apenas no início, apenas pacientes selecionados passarão pelo procedimento.


No Vera Cruz, são várias as etapas para a escolha dos pacientes. São priorizados os mais jovens, diabéticos, que tenham doenças de vasos de grande importância, além de histórico familiar. “Contudo, na medida em que novos estudos forem sendo apresentados e a familiaridade com a tecnologia aumentar, acredito que logo teremos uma ampliação considerável das indicações. Vasos muito finos, lesões muito calcificadas e bifurcações estão entre as anatomias em que os stents metálicos ainda parecem levar vantagem sobre os biorreabsorvíveis”, diz o médico.


SAIBA MAIS

- O novo stent é construído com um tipo de plástico PLLA (Polímero de Ácido Polilático) — uma espécie de acrílico — que é 100% biocompatível, tendo como subprodutos da sua reabsorção o CO2 e água, o que evita irritação da parede do vaso.

- Outra característica importante é que, semelhante aos stents metálicos farmacológicos, o stent biorreabsorvível é recoberto por uma membrana muito fina do mesmo polímero do qual é construído e que carrega uma pequena dosagem da droga Everolimus, que mostrou excelentes e consistentes resultados em diversos trabalhos envolvendo milhares de pacientes ao redor do mundo.

Fonte : CP

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