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Rhodia interrompe a produção de algumas unidades em Paulínia por conta da estiagem

A Rhodia interrompeu a produção em algumas de suas unidades no país devido a crise hídrica que o estado de São Paulo atravessa, a pior das últimas oito décadas.

Em Paulínia a indústria química, desativou 4 das 22 unidades de produção, isso porque, o rio Atibaia local de onde a empresa retira toda a água está secando dia-a-dia. A empresa aproveitou a parada da indústria para fazer uma manutenção não programada nas unidades até que o fornecimento de água se normalize. Com cinco complexos industriais, a presença da Rhodia no Brasil está em grande parte no Estado de São Paulo.

Em nota a Rhodia esclarece que;

Por conta da normalização da disponibilidade de água que capta do rio Atibaia, a Rhodia iniciou neste final de semana a repartida (reinício da produção) de suas unidades industriais de produtos químicos que estavam e m um sistema de “revezamento” de produção. Esse processo de repartida será completado ainda nesta semana. Nessas unidades trabalham 100 empregados diretos. Quando não estão na produção ou fazem trabalhos de manutenção ou então participam de programas de treinamento.

A empresa tem adotado esse sistema de gerenciamento de produção de acordo com a disponibilidade de água desde o início do período de estiagem mais forte do rio Atibaia, no inverno. Para atender os clientes, a empresa além de administrar os estoques formados durante os períodos de produção também pode fazer a importação de produtos de outras unidades do grupo no mundo.

Em Paulínia, a Rhodia possui 22 unidades industriais de diferentes produtos químicos, dos quais quatro fazem parte desse processo de gerenciamento de produção, porque são as que utilizam maior volume de água captada do rio para resfriar seus equipamentos. Em torno de 90% da água captada volta para o rio Atibaia, depois de passar por bacias de tratamento.
Indústria Têxtil

Setenta das 645 cidades do Estado estão enfrentando escassez de água e 38 começaram a racionar neste mês. Metade das produtoras têxteis do Brasil está no Estado de São Paulo e muitas dessas empresas foram atingidas por uma falta de água que está dificultando o processo de coloração e outras operações, segundo a Associação Brasileira da Indústria Têxtil, conhecida como Abit.

Produção de açúcar e etanol
A produção de açúcar e etanol não foi afetada até o momento porque as usinas normalmente ficam perto de grandes fontes de água e têm barragens para manter reservatórios de água. O Brasil é o maior produtor e exportador de açúcar do mundo.

A indústria do Estado de São Paulo não está trabalhando com capacidade plena, o que reduz o impacto da escassez de água na produção. A indústria e as companhias fornecedoras de água também estão enfrentando custos crescentes à medida que a crise da água piora. As empresas precisam comprar mais água de fornecedores distantes e estão gastando mais para purificar a pouca água que conseguem das atuais reservas, segundo Ademar Ribeiro Romeiro, professor da Unicamp.

"As vazões dos rios diminuíram drasticamente, porém os esgotos continuam sendo lançados nas mesmas quantidades", afirmou Dalto Favero Brochi, diretor-geral da Agência Reguladora PCJ. "A qualidade dos rios em São Paulo piorou muito e algumas cidades interromperam parcialmente suas captações".
 

Fonte : PP

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