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Início de aulas do Cotuca no campus da Unicamp é adiado para quinta-feira

Infestação de cupim danificou madeiramento de telhado do Cotuca (Foto: Reprodução EPTV)
Segundo a universidade, não houve tempo hábil para concluir transferência.
Prédio histórico do colégio técnico foi interditado por problemas estruturais.
As aulas do Colégio Técnico de Campinas (Cotuca), que deveriam começar nesta segunda-feira (17) no campus de Barão Geraldo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), foram adiadas para quinta-feira (20). Segundo a assessoria de imprensa da Unicamp, não houve tempo hábil para realizar toda a mudança para o novo espaço e informar os 1,9 mil alunos e 50 funcionários sobre os locais de salas e laboratórios onde serão realizadas as aulas. A universidade é responsável pela gestão do colégio técnico em Campinas (SP).
Nesta segunda-feira, segundo cronograma divulgado pelo colégio em uma página na internet, serão retomadas as atividades com orientação aos estudantes, professores e funcionários, como divulgação dos locais de aula pelo site da escola, por redes sociais e e-mails. Nesta terça-feira (18), devem comparecer no Ciclo Básico II os alunos que estão no 2º ano, 3º ano e 4º ano, considerados "veteranos", nos seguintes horários: das 8h às 12h (cursos diurnos), das 14h às 17h (cursos vespertinos) e das 19h30 às 21h30 (cursos noturnos).
Já na quarta-feira (19), devem comparecer os alunos do primeiro ano, também no Ciclo Básico II, para recepção e orientações necessárias, nos mesmo horários estipulados para os veteranos. A partir de quinta-feira, segundo o Cotuca, todas as aulas vão ocorrer normalmente. Entre segunda e quarta-feira, as atividades de orientação serão consideradas como dias letivos e por isso a presença dos alunos é obrigatória, segundo a assessoria de imprensa da Unicamp.
Transferência
Os 1,9 mil alunos e 50 funcionários do Colégio Técnico de Campinas serão transferidos para campus de Barão Geraldo da Unicamp após o prédio da escola ser interditado na quinta-feira (13) por problemas estruturais. Um relatório da Comissão Permanente de Obras (CPO) da Unicamp mostra a situação precária do telhado do prédio histórico do colégio, que está com madeiramento infestado de cupins. As fotos também registraram paredes rachadas e o forro danificado.
"As condições climáticas este ano estão sendo totalmente atípicas no verão. E o cupim é um tipo de inseto que pela temperatura ele se torna mais voraz em termo de alimento. E o alimento dele é a madeira", explica o coordenador da comissão de obras, Paulo Leal. Ele admite que a interdição foi inevitável por causa do risco iminente de desabamento do telhado no caso de uma sobrecarga durante uma chuva forte, comprometendo a segurança de alunos e professores do Cotuca.
A interdição ocorreu dez dias após o início das aulas, que ficaram suspensas até sábado (15). A universidade alega que a medida só foi adotada em fevereiro porque foi necessário concluir o relatório, o que ocorreu no fim de janeiro, e elaborar um plano de ação com a logística para receber os estudantes e funcionários.
A diretoria procura outro imóvel para alugar próximo ao atual local do Cotuca, mas a previsão é que isso não ocorra no primeiro semestre. O restauro do prédio histórico deve durar dois anos. A decisão de transferir as atividades para o campus da universidade foi tomada pela própria direção do Cotuca em conjunto com a reitoria da Unicamp.
Adaptação
O Cotuca tem 1,9 mil alunos e 18 opções de cursos gratuitos nas áreas Industrial, Informática, Saúde, Telecomunicações, Gestão e Meio Ambiente. Com a mudança de local, as aulas serão ministradas nas salas do Ciclo Básico I e II da Unicamp pelo menos no primeiro semestre deste ano. O coordenador da Comissão Permanente de Obras da universidade afirma que o espaço tem a estrutura adequada para receber os alunos. As aulas serão oferecidas no mesmo local das do ensino superior.
A universidade também vai disponibilizar ônibus fretado para os alunos e funcionários enquanto as atividades ocorrerem na Unicamp. Segundo a instituição, os estudantes foram avisados na quarta- feira por meio do serviço de orientação educacional do colégio. O Cotuca garante ainda que a medida não causará alteração no calendário escolar e no programa de ensino.
Problema antigo
A interdição não surpreendeu alunos do Cotuca. O aluno do curso de mecatrônica Caio Freitas conta que há muito tempo os problemas estruturais eram percebidos. "Meu irmão estudou aqui há sete anos e desde aquela época é a mesma coisa. Eu acredito que com a interdição eles vão agilizar um pouco mais as obrass", relata o estudante. O colégio funciona no prédio localizado no bairro Botafogo desde 1967 e sofreu com a ação do tempo.
Como a estrutura foi tombada como patrimônio histórico e cultural em 2011, não pode ser reformada ou modificada. É necessário um projeto de restauração que mantenha as características originais do imóvel.
Prédio histórico
O Cotuca funciona no prédio localizado no bairro Botafogo desde 1967. A estrutura foi tombada como patrimônio histórico e cultural em 2011 e por isso não pode ser reformado ou modificado. As obras de restauro vão começar na próxima semana. Além de alugar um imóvel para oferecer os cursos durante a restauração, a Unicamp afirmou ainda que vai iniciar nos próximos meses a construção de novas instalações para o Cotuca no mesmo terreno do prédio histórico e com investimento de R$ 4,1 milhões.

Fonte : G1


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