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Unicamp pede à Justiça reintegração de posse do prédio da reitoria

(Foto: Marcello Carvalho/ G1

Objetivo é pedir a retirada do grupo que ocupa o prédio desde quinta-feira.
Manifestantes são contra o patrulhamento da Polícia Militar nos campis.


A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) entrou na manhã desta sexta-feira (4) com pedido na Justiça solicitando a reintegração de posse da reitoria na Cidade Universitária. O objetivo é pedir a retirada dosestudantes que ocupam o prédio desde a noite de quinta-feira (3). A assessoria da universidade não soube informar em qual unidade judicial o pedido foi impetrado.

O protesto dos estudantes é contra a posição da instituição de permitir a entrada de policiais militares para patrulhamento nos campi. A medida de segurança foi proposta após amorte do universitário Denis Papa Casagrande, de 21 anos, durante uma festa no dia 21 de setembro.

Um procurador geral e advogados da instituição compareceram no local durante após a ocupação onde fica o gabinete do reitor, José Tadeu Jorge. A Unicamp alegou em nota que a medida na Justiça ocorreu pela ausência de diálogo por parte dos manifestantes.
Até esta publicação nenhuma reunião estava marcada entre o Diretório Central dos Estudantes (DCE) e a administração da universidade. Os representantes dos estudantes passaram a madrugada nas instalações. Eles são contrários à entrada da polícia defendem que o espaço acadêmico seja livre e independente da força estatal para que não haja interferências. O grupo foi procurado pelo G1, mas ninguém falou sobre o caso nesta manhã.

Por conta do protesto, funcionários não conseguiram entrar no prédio da reitoria e foram dispensados. O ato não comprometeu o andamento das aulas e dos trabalhos em outros setores. Segundo a Polícia Militar, o patrulhamento no campus nesta manhã foi de rotina e não houve nenhuma solicitação de pedido de reforço de efePlano de segurança
Em nota, a Unicamp lamentou o fato e a depredação do patrimônio público. Além disso, afirmou que a pauta de demandas sem comunicação prévia é injustificável. “Os invasores não representam a comunidade estudantil, que é pacífica e dialoga permanentemente com a administração, administração esta que frequentemente vem recebendo e conversando com as entidades e grupos representativos na instituição”, diz comunicado.

Sobre a presença da PM na universidade, a administração informou que discutirá um plano de segurança para a comunidade que deverá ser submetido à aprovação do Conselho Universitário, órgão máximo de deliberação da instituição. “A presença da Polícia Militar nos campi da Universidade diz respeito a um problema de segurança pública e não a uma tentativa de intimidação ou cerceamento das atividades relacionadas ao contexto acadêmico”, comunicou.
Ocupação
O grupo ocupou o local por volta das 20h30 de quinta-feira, após realização de assembleia do DCE sobre a atuação dos policiais militares na segurança dos campi de Limeira (SP), Campinas e Piracicaba (SP). Por volta das 21h30, os estudantes fizeram uma segunda reunião e definiram que o local só será desocupado após a universidade revogar a decisão de manter a PM na área da instituição.

Apoio
O Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU) se manifestou favorável à ocupação. “A Unicamp tem meios de fazer a segurança sem a intervenção da PM”, disse o diretor Antônio Alves Neto. O representante da categoria foi até a reitoria por volta das 9h30 e conversou com os manifestantes. “A questão dos móveis, vidraças e portas quebradas é natural de toda a ocupação”, disse.

Medida
Até o dia 27 de setembro, a Unicamp era vigiada exclusivamente por 250 seguranças de uma empresa terceirizada. Existia uma restrição velada quanto à entrada da PM no campus, por conta da carga histórica de associação dos militares à repressão na época da ditadura.
Quando o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), ofereceu a PM à universidade, o DCE manifestou-se contrário à ideia, que em seguida, foi acatada pela reitoria. “A polícia não necessariamente coíbe a violência. Às vezes, até incentiva. A universidade é um espaço democrático e de convivência.”, falou a coordenadora do movimento estudantil, Carolina Filho.
autorização para o patrulhamento de policiamento militar dentro do campus, no distrito de Barão Geraldo, ocorreu após a morte do estudante Denis Casagrande, que foi assassinado durante uma festa com aproximadamente 3 mil pessoas no local. O aluno de Piracicaba (SP)morreu com uma facada no peito, segundo a Polícia Civil, após ter sido confundido com outro jovem.
Fonte: g1


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