Header Ads

Seo Services

Fundo onde foi aplicado dinheiro da Pauliprev durante a gestao de Pavan (PSB)é investigado pela policia federal por possíveis irregularidades em tocantins

A edição desta semana da revista “Exame” trouxe uma reportagem mostrando um possível desvio de dinheiro de aplicações financeiras realizadas pelo Instituto de Gestão Previdenciária do Tocantins (IGEPREV). E no possível golpe, estaria envolvida a empresa de aplicação NSG Capital, um dos fundos escolhidos durante a gestão de Esdras Pavan, aliado político do ex-prefeito de Paulínia José Pavan Junior (PSB), enquanto esteve à frente do PauliPrev, instituto previdenciário dos funcionários públicos municipais estatutários. Assim como o que ocorreu em Paulínia, a Polícia Federal investiga o caso.
O Instituto de Previdência do Tocantins é alvo de diversas auditorias realizadas pelo Ministério da Previdência Social (MPS) realizadas entre os anos de 2011 e 2013. Entre os pontos detectados pelo MPS está o “sumiço” de R$ 105 milhões durante a operação de reenquadramento de aplicações. Por trás do escândalo de desvio dos fundos municipais, que contava com belas modelos, está um rombo de 20 bilhões de reais que cresce com a má gestão.
Nos documentos, que incluem seguidos Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) descumpridos pelo IGEPREV, estão relatórios onde o MPS mostra que parte do dinheiro do Fundo Previdenciário do Tocantins (Funprev) teria sido aplicado em fundos de investimento “podres” e fora das regras impostas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
Entre as constatações do MPS está um “desencontro de informações” em relação à destinação de R$ 105.665.804,82, parte de um valor aplicado no Fundo Classic (NSG) de investimento de forma irregular, que desapareceu após o ministério ter cobrado que o dinheiro retornasse ao Funprev. De acordo com os relatórios do MPS, o IGEPREV descumpriu orientações sobre o investimento em fundos de investimento com renda fixa e com renda variável.
Para ambos, são estabelecidos limites de aporte financeiro em relação ao valor total do fundo, cujas porcentagens não podem ser exercidas sob pena de sanções do MPS, além do alto risco a que estaria submetido o dinheiro aplicado, já que os limites existem para prevenir perdas muito altas em caso de quebra dos fundos de investimento.
Em documento de dezembro de 2012, que relata indícios de irregularidades nas aplicações financeiras, o MPS afirma que “o auditor aponta, a partir dos documentos apresentados pelo IGEPREV, diversas desconformidades das aplicações financeiras à Resolução do CMN nº 3.922/2010″. Entre os indícios percebidos pelo auditor do ministério está a constatação de que “alguns fundos de investimento tenham sido formatados prevendo ou se expondo a demasiados riscos futuros sem as devidas garantias”. A afirmação do auditor do MPS se aproximam de constatação da Polícia Federal durante a operação Miqueias, que prendeu quadrilha que fraudava fundos previdenciários.
Ainda em dezembro do ano passado, um TAC foi firmado entre IGEPREV e MPS para resolver os problemas apontados. Neste documento, a União aponta que o governo do Tocantins já havia descumprido parcialmente outro TAC, firmado em maio de 2012. Entre as obrigações propostas pelo novo acordo estavam o reenquadramento imediato de aplicações em nove fundos previdenciários e a comprovação, até dezembro deste ano, da conformidade das aplicações.
Neste relatório o ministério aponta que três dos nove fundos com aplicações irregulares não tiveram os aportes feitos pelo IGEPREV reenquadrados. São eles Leme IMA-B, onde 43,27% do dinheiro aplicado era do IGEPREV, Incentivo FIDC (34,10% do fundo de aplicações do IGEPREV) e Leme Brasprev (39,98%). Em todos estes fundos, o IGEPREV não poderia ter investido mais do que 25% do valor total do fundo.
Outro ponto que chama atenção nos relatórios do MPS é um apontamento de um auditor do ministério que mostrou que o IGEPREV é um dos “donos” da rede de churrascaria Porcão, já que uma de suas aplicações consiste em cerca de 40% das ações da holding da rede de restaurantes.
Paulínia
O problema da Pauliprev começou, após Pavan, enquanto era prefeito, ter nomeado em agosto de 2012, aliados políticos para compor a diretoria, entre eles o ex-secretário de Planejamento, Esdras Pavan, que já se utilizou de um fake (perfil falso no Facebook) para agredir rivais políticos e administrar R$ 580 milhões do Instituto.
À época, a Procuradoria de Justiça da República aceitou denúncias contra as possíveis irregularidades na mudança da diretoria da Pauliprev e também de alguns dos investimentos do dinheiro dos servidores praticados pelo comando nomeado pelo ex-prefeito, pois havia a suspeita de que investimentos do dinheiro do Fundo de Previdência Municipal estariam com irregularidades e poderia prejudicar o futuro dos servidores públicos.
De acordo com o documento encaminhado pelo procurador Regional da República, José Augusto Simões Vagos, para o superintendente regional da Polícia Federal em São Paulo, Roberto Ciciliati Troncon Filho, a funcionária pública municipal e conselheira do Pauliprev Iria Onira Silva, no mês de abril, informou que, a empresa NSG Capital, encabeçada por Jair Marchesini, que seria especialista em desviar dinheiro de fundos de pensão para bancar campanhas eleitorais, apresentou uma proposta à Administração, de investimentos dos recursos financeiros da Pauliprev, no valor de R$ 268 milhões.
A proposta foi encaminhada à diretoria do Instituto, que acionou a Plena Consultoria de Investimentos para analisar a transação e ver se a mesma se enquadrava dentro das Leis que regulamentam as ações do Instituto. Foi constatado então que a proposta não estava de acordo com a política de investimentos da Pauliprev, já que seria uma ação de alto risco.
A empresa então contratada pela Previdência de Paulínia entregou todo o estudo da ação à antiga presidente, a funcionária pública Maria Ermelinda Aparecida Vieira, que resolveu engavetar a proposta da NSG, já que os conselheiros não aceitariam a mesma. No entanto, Pavan resolveu fazer uma intervenção no Fundo de Previdência Municipal e trocou toda a diretoria da PauliPrev.
Ainda segundo informações levantadas por Iria, foi constatado que no esquema, haveria a participação do Food Service Group, que deu um golpe na Previdência do Rio de Janeiro, no valor de R$ 70 milhões, ano de 2010, e também de uma rede de churrascarias chamada Porcão, onde os diretores estiveram envolvidos em polêmicas, já que um deles seria sócio de Carlinhos Cachoeira em um avião no valor de R$ 4 milhões e o outro teria gasto mais de R$ 170 mil dólares em uma festa, em Miami.

Nenhum comentário:

Tecnologia do Blogger.