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Delegado ouve três e aguarda exame do IML sobre homicídio na Unicamp

A Polícia Civil ouviu nesta segunda-feira (30) três testemunhas sobre a morte do estudante Denis Casagrande, esfaqueado durante uma festa no campus da Unicamp, em Campinas (SP). Duas delas são jovens que estiveram no evento, realizado na madrugada do dia 21 no Ciclo Básico, mas não têm relação com a vítima, nem com o casal suspeito de participação no assassinato. O outro relato foi de uma mulher a respeito do grupo de "punks" que inclui Anderson Mamede e Maria Tereza Peregrino, presos temporariamente desde sexta-feira.

As testemunhas deixaram o Setor de Homicídios sem dar declarações à imprensa. O delegado que apura o caso, Rui Pegolo, não comentou sobre a contribuição das oitivas, mas adiantou que espera para esta terça-feira (1) resultados de exames feitos pelo Instituto Médico Legal (IML). Pelo menos 23 pessoas já foram ouvidas sobre o caso.
A faca que teria sido usada no crime ainda não foi encaminhada para perícia do Instituto de Criminalística, já que o delegado usou o item para reconhecimento das testemunhas. Pegolo também não confirmou se haverá necessidade de reconstituição do caso até publicação desta reportagem.

Prisões
O casal suspeito de envolvimento no assassinato foi preso na noite desta sexta-feira (28), na casa deles. Segundo a polícia, a prisão é temporária, por 15 dias, e necessária para que a investigação seja concluída. Maria Tereza confessou ter dado a facada em Casagrande, mas alega legítima defesa. O namorado dela, Anderson Mamede, admitiu ter agredido o universitário com um skate e ter forjado uma facada na própria perna, mas nega ser responsável pela morte.
Maria Tereza é colocada no carro da Polícia Civil e levada para a cadeia de Paulínia (Foto: G1 Campinas)Maria Tereza assumiu ter dado facada em aluno
durante festa na Unicamp  (Foto: G1 Campinas)
Mandado de segurança
Os defensores de Maria Tereza entraram com um mandado de segurança junto à 2ª Vara do Júri, nesta segunda-feira, com o argumento de que Pegolo não estava permitindo que eles tivessem acesso ao conteúdo do inquérito, com exceção ao relato feito pela cliente e parte dos depoimentos do namorado de Maria Tereza. Segundo o advogado Rafael Pompermayer, a decisão de acionar a Justiça ocorreu após três tentativas no Setor de Homicídios.

"Uma delas foi logo após a prisão dela. Me informaram que o delegado não estava na delegacia e o inquérito estava trancado na sala dele. Hoje ele estava em oitiva e decidimos tomar essa medida por precaução", alegou. O outro advogado da suspeita, Felipe Ferraioli, disse que o juiz José Henrique Rodrigues Torres aceitou o pedido. Após avaliação do conteúdo, a defesa planeja pedir o habeas corpus da atendente de telemarketing.
Nas redes sociais, amigos do universitário também saíram em defesa do rapaz. "Quem o conhecia sabe muito bem que Denis nunca apresentou histórico de comportamento desrespeitoso como o que tem sido veiculado. Além do mais, nunca participaria de uma "briga" como essa e tampouco por uma garota totalmente desconhecida".G1 tentou contatar Torres, mas ele não foi encontrado. Na delegacia, Rui Pegolo rebateu a acusação e disse que esteve durante "o dia todo" no Setor de Homicídios e também não se negou a receber os defensores. Além disso, mencionou que o inquérito estava disponível para vista dos advogados. Um funcionário disse à reportagem que Pompermayer foi orientado para que aguardasse o fim dos depoimentos de hoje para ser atendido pelo policial.

'Da paz'
A mãe do universitário morto, Maria Lurdes Papa Casagrande, esteve na delegacia em 24 de agosto e negou a hipótese de que o filho tenha provocado a suposta agressora. "Ele era um menino calmo, tranquilo, da paz", afirmou.

Fonte : g1

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