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Ator mineiro interpreta filho de Zezé Motta e Aílton Graça em novo filme

 (Foto: Thamires Paiva)

Filme sobre caso Shell e Basf está sendo gravado em Paulínia.

Patense participa do longa-metragem baseado em fatos reais.


Um convite possibilitou ao ator Pedro Pauleey, viver uma das maiores experiências da sua vida. Nascido em Patos de Minas, no Alto Paranaíba, o mineiro será um dos protagonistas do filme “O lucro acima da vida", que conta a história do crime de contaminação ambiental e humana cometido pelas multinacionais Shell Brasil e Basf na planta industrial situada em Paulínia (SP).
O longa-metragem está previsto para ser lançado em maio de 2014 e conta com a direção de Nic Nilson. Pedro Pauleey interpreta o filho de Zezé Motta e Aílton Graça. O papel é de um rapaz, que tem paralisia cerebral, uma das vítimas da tragédia que deixou mais de 60 mortos.

Pedro Pauleey trabalha há 18 anos como ator e contou ao G1 que o personagem Clodoaldo trouxe ainda mais maturidade para a carreira dele. “Quando soube que o personagem nasceu com paralisia cerebral comecei a pesquisar sobre a doença. A inspiração maior veio do grande ator Daniel Day Lewis, que representou um personagem com a mesma debilidade no filme ‘Meu pé esquerdo’. A partir daí, usei minha experiência e instinto para compor o personagem, tão diferente de tudo que eu já fiz. Saí das filmagens como se tivesse saído de uma academia, mas foi gratificante”, relembrou.
Zezé Mota, Aílton Graça e Pedro Pauleey farão a cena mais emocionante do filme"
Nic Nilson - dietor do longa-metragem
Este é o quarto filme do mineiro neste ano. As cenas em que ele aparece finalizaram na última quinta-feira (26). “O sonho de fazer cinema sempre existiu. Fiz muita TV, mas minha vontade era atuar nas telonas”, confessou.
Quando foi convidado por Nic Nilson, o mineiro já sabia que seria filho da Zezé Motta. “Quando ele me falou achei o máximo, um sonho. Ao começar a gravar descubro que Aílton Graça também estaria no filme e faria o papel do meu pai. A partir daí, foi só observar e aprender ainda mais com essa galera que a gente tanto gosta de ver atuando. Gravei as cenas poucos dias depois de receber o convite. Foi tudo muito rápido, apenas dois dias de gravação”.

O mineiro afirmou que a expectativa para o filme é grande. Ele acredita que por se tratar de uma adaptação de uma história real, atual e que chocou o Brasil, o público vai aprovar. Pedro Pauleey também espera que o longa seja também uma forma de informar sobre o próprio acontecimento.

Para o G1, o diretor Nic Nilson contou um pouquinho sobre a atuação de Pedro Pauleey no filme. “Ele fez um trabalho extraordinário de moço com problemas mentais. Zezé Mota, Aílton Graça e Pedro Pauleey farão a cena mais emocionante do filme”, salientou.

O filme
Pedro em uma das cenas do filme como Clodoaldo (Foto: Flávio Rocha)Pedro Paulley em uma das cenas do filme como
Clodoaldo (Foto: Flávio Rocha)
Nic Nilson disse que a ideia do filme surgiu depois que ele leu matérias envolvendo o caso Shell e Basf. Numa das matérias os trabalhadores faziam um protesto em frente ao Ministério da Justiça. Quanto mais ele lia, mais informações queria. “Fiquei uns três dias lendo tudo sem parar. Vi que morreram 63 companheiros e centenas de outros foram contaminados. Até águas, plantas foram contagiadas pelas substâncias tóxicas”, explicou.
Foi a partir das leituras que Nic Nilson escreveu um roteiro e decidiu que faria o filme de ficção, mas baseado na história real. “Procurei centenas de artistas, amigos meus, para virem trabalhar, sem dinheiro, sem acomodações e sem nada. Formei um elenco maravilhoso e iniciamos as filmagens em 1 de maio de 2013 e pretendemos gravar tudo até dezembro e finalizar até maio, de 2014, quando faremos o lançamento”, explicou.

Nic Nilson frisou que no total vão trabalhar uns 30 atores e mais uns 300 figurantes no longa-metragem. O filme não conta com nenhum patrocínio e está sendo feito através de doações de atores, amigos da nossa página no Facebook e de associações.

A intenção do diretor é colocar uma estrutura móvel e percorrer todas as prefeituras e secretarias de cultura do país. “Quero jogar este filme na rua. Quem quiser ver no cinema, no conforto, na telona será bem vindo, mas o povo que não pode pagar vai ver na rua e nas praças, com certeza”, concluiu.

Fonte :g1

Um comentário:

  1. SHOW DE PESSOAS. SÃO ATORES, TÉCNICOS, DIRETORES ENVOLVIDOS NUM TRABALHO SÉRIO, COMPETENTE E QUE MOSTRA A VIDA COMO ELA É. O CINEMA TEM ESSA MAGIA DE UNIR A FICÇÃO COM A REALIDADE. É SHOW TUDO ISSO QUE ESTÁ SENDO PRODUZIDO, PARABÉNS! WALTER COSTA

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