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10 vereadores negam passes de ônibus às famílias carentes

O projeto que garante ônibus gratuito aos trabalhadores de baixa renda foi barrado durante a sessão extraordinária desta terça-feira na Câmara Municipal
Por dez votos contrários e apenas quatro a favor, o Socializ/ Tarifa Zero (Projeto de Lei 31/13, do Executivo), foi negado durante a 4ª sessão extraordinária da última terça-feira.
Os vereadores Ademilson Jeferson Paes, o Tiguila (PRTB), Angela Duarte (PRTB), Danilo Barros (PCdoB), Edilson Rodrigues Júnior, o Edilsinho (PPS), Ednilson Cazellato, o Dú (PP), Fábio de Paula Valadão (PROS), Gustavo Yatecola (PTdoB), João Carlos Mota (PT), Marcos Roberto de Bernarde, o Marquino da Bola (PSB) e Siméia Zanon (PSDC) não aprovaram o projeto que iria instituir na cidade a gratuidade no transporte público para famílias com renda até dois salários mínimos. Apenas quatro vereadores, sendo eles Custódio Campos (PT), João Mota Pinto(PSDC), Zé Côco (PTB) e Sandro Caprino (PRB) votaram favoravelmente ao projeto do executivo. O prefeito de Paulínia, Edson Moura Júnior, lamentou a postura dos vereadores. “Pensamos em um modelo de Passe Livre para beneficiar as pessoas que mais precisam. Acredito que foi um equívoco de quem votou contra. Respeito muito a posição de todos, mas de forma alguma vou desistir de pensar e trabalhar nas melhores propostas para a população”, disse. Moura Júnior ainda explicou que o projeto integra o plano de governo e foi um compromisso de campanha. De acordo com o secretário de Transportes de Paulínia, Laercio Giampaoli, o projeto foi elaborado também com foco em melhorar o tráfego e a mobilidade urbana.
Estudos técnicos apontavam que a qualidade do trânsito iria melhorar com a implementação do projeto. “Estou triste porque seria algo muito positivo ao município. Teríamos um aumento de pessoas usando o transporte público. Até o meio ambiente seria beneficiado com menos carros nas ruas e consequentemente o menor lançamento de gases poluentes no meio ambiente”, observou.

Câmara adota sistema de senhas para sessões

O presidente da Câmara, Marcos Roberto Bolonhezi, o Marquinho Fiorella (PP), adotou novas medidas para controlar a entrada da população durante os trabalhos da Casa. Desde a última sessão, que aconteceu na terça-feira (15), detectores de metais foram instalados nas portas de entrada do prédio e senhas foram distribuídas para a população acompanhar a sessão no auditório do Plenário. O número de senhas é proporcional à capacidade de acomodação, 250 pessoas sentadas, e passam a ser entregues uma hora antes das sessões, que acontecem às 18h. A Guarda Municipal, Polícia Militar e Polícia Civil também passam a integrar o sistema de segurança. As pessoas que não conseguirem entrar no Plenário assistirão as discussões e votações através de um telão instalado na entrada do prédio. Essas medidas serão mantidas em todas as sessões.  “É um absurdo, porque isso não foi nem divulgado pra população. Eu fui uma das muitas pessoas que assistiram a sessão da recepção. Agora, se tivesse pelo menos divulgado, eu teria chegado mais cedo pra entrar. Mesmo assim é uma arbitrariedade, porque a Câmara também é a casa do povo e nós estamos sendo impedidos de entrar na nossa casa”, disse uma servidora municipal que preferiu se identificar apenas como Maria Aparecida.
Espectadores são expulsos da sessão
Pelas medidas tomadas contra público e servidores, o presidente da Câmara passou a ser chamado de “ditador”

Durante a sessão de terçafeira, o presidente da Câmara mandou que Guardas Municipais e Policiais Militares retirassem do local duas pessoas que acompanhavam os trabalhos da Casa de Leis. O primeiro deles, o servidor municipal Rogério Douglas Pedro de Souza, foi expulso por demonstrar sua insatisfação com o que estava sendo discutido. No momento de sua retirada, os vereadores falavam sobre o Projeto de Lei 26/2013, que concede abono aos funcionários públicos. O segundo paulinense retirado pelos GMs foi o empresário Zé Nilton, que chegou atrasado na sessão e não conseguiu adentrar ao Plenário. Assim que uma pessoa saiu e deu lugar à ele, o empresário reclamou da situação de forma acalorada. Pelas medidas tomadas contra os servidores, Marquinho Fiorella passou a ser chamado de “ditador” por um grupo de pessoas que não concordou com a posição do presidente.

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