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Novo projeto para o lixo de Campinas prevê fim da coleta de porta em porta

Secretário quer contêineres subterrâneos para descarte pela população.
Plano também determina o fim dos aterros e aproveitamento dos resíduos.

Foto Reprodução : julianoandermann.blogspot.com
A Prefeitura de Campinas (SP) trabalha na elaboração do projeto de uma Parceria Público-Privada (PPP) que prevê o fim da coleta de lixo nos moldes em que é realizada atualmente, de porta em porta. Segundo o secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella, a PPP tem como intenção modernizar o processo e, por isso, propõe a instalação de contêineres subterrâneos para onde a população deverá encaminhar os resíduos. A licitação para o serviço será aberta no segundo semestre deste ano e ele será implantado gradativamente a partir de 2014.
O secretário explica que o fim da coleta de casa em casa é um dos pontos do projeto de modernização do tratamento do lixo, que também prevê o fim da utilização de aterros sanitários e valorização dos resíduos. “O lixo de Campinas será 100% aproveitado”, diz. Ele explica que 20% do material será reciclado, 40% será transformado em fertilizante agrícola e 40%, em combustíveis derivados de resíduos.
A decisão de criação dos contêineres subterrâneos, segundo Paulella, trará benefícios, como impedir a exposição do lixo pelas ruas e impedir o contato do material com animais domésticos. A estrutura segue a linha da proposta das lixeiras subterrâneas instaladas na região central de Campinas. A proposta é criar uma unidade por quarteirão ou em grandes condomínios. A implantação, gradativa, deverá começar, de acordo com o secretário, nos bairros mais povoados e com maior volume de construções verticalizadas.
Com a mudança, a função dos trabalhadores dos caminhões de coleta fica restrita, mas segundo o secretário, esta mão de obra poderá ser absorvida por outros serviços que passarão a ser oferecidos, como o da reciclagem. “Reduz os trabalhadores, mas compensa por outro lado nas usinas”, disse.
Prazos e custo
Paulella prevê o término do projeto até o fim de julho. Com o plano em mãos, será aberto o processo licitatório para contratar uma empresa que prestará o serviço na forma de concessão. O secretário assegura que o novo modelo de tratamento para o lixo do município não vai custar mais para os cofres públicos. “Deve ficar na mesma cifra que gastamos hoje, que fica entre R$ 80 milhões e R$ 90 milhões por ano”, falou.
A expectativa é de que o processo licitatório seja concluído em novembro e na virada do ano o contrato já esteja assinado para o início do serviço.
Aterro
A PPP prevê o fim dos aterros sanitários, o que em tese resolveria o problema do aterro Delta A, que opera atualmente próximo do limite da capacidade, o que aumenta o risco de acidente ambiental. Nesta quinta-feira (30), venceu o prazo de licença ambiental do local e, segundo Paulella, o espaço recebeu adequações para garantir que o estado autorize a Prefeitura a esticar a vida útil do local por mais um ano. O secretário afirmou que a Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) já sinalizou favorável à autorização, no entanto, falta formalizar a decisão. O órgão não confirmou a informação do titular da pasta.
População dividida
Para a dona de casa Maria Conceição de Souza Pratti, de 59 anos, a medida pode trazer benefícios. “Se for bem feitinho, tiver um espaço amplo, o pessoal vai participar sim. Não vejo problema em andar um pouco para contribuir”.
A vizinha Débora Barth, 40, já é mais cética. Assim que soube do projeto, quis saber qual seria a distância para o descarte. “Do jeito que está, pelo menos aqui no Jardim Europa, funciona bem. Recolhem o lixo direitinho na nossa porta. Vamos ter que andar até onde? Se for longe, vai ter gente que vai deixar o lixo em outro local. Vai ser preciso um belo trabalho de conscientização”.

Por : Lana Torres e Bernardo Medeiros

Fonte : G1

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