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Cão São Bernardo que matou criança em Paulínia tem 'fila' para adoção


Cachorro ficará em observação por pelo menos sete dias antes de adoção.
Samuel, de 1 ano e dois meses, morreu após ataque na quinta em Paulínia.

Samuel morreu após o ataque do cachorro da família em Paulínia (Foto: Reprodução/Facebook)
O cão da raça São Bernardo, que atacou e matou uma criança de 1 ano e 2 meses em Paulínia (SP), tem fila de espera para ser adotado. Samuel  Palma Alves morreu na quinta-feira (9) e desde então o cachorro da família está em observação no Departamento de Zoonoses da cidade. Segundo a diretora da Vigilância em Saúde, Sandra Soares, o departamento já recebeu várias ligações de pessoas interessadas no animal.
O acidente ocorreu quando o menino estava com o pai e o irmão em casa, no Jardim Planalto. Segundo o tio da criança Márcio Antônio Alves, o cachorro estava preso no quintal e o pai não viu quando Samuel saiu do interior da residência foi ao encontro do animal. A criança foi mordida no abdômen e chegou a ser levada para o Hospital de Paulínia, mas não resistiu aos ferimentos. O garoto foi enterrado na tarde de sexta-feira (10) no Cemitério Municipal.
Fila por cachorro
A diretora da Vigilância em Saúde afirma que está orientando os interessados a aguardarem o período de observação do animal, que deve durar pelo menos sete dias. "Ainda não sabemos como será o processo de adoção, por isso não há um número de pessoas na fila, não sabemos como faremos e ou quem será escolhido", diz Sandra. Para que o São Bernardo possa ser adotado, é necessário que a família da criança autorize em um documento por escrito, o que ainda não ocorreu.
'Cão era dócil'
O tio da criança contou que o cachorro estava com a família há cerca de dois anos, era manso e não costumava ficar preso em casa. A diretora da Vigilância em Saúde confirma esse comportamento e disse que o São Bernardo está tranqüilo e não apresenta agressividade ou sinais de maus-tratos, por isso, está apto para adoção.
Segundo a coordenadora do curso de veterinária da Faculdade Anhanguera de Campinas Marta Luppi, apesar da raça ser considerada tranquila e geralmente usada como cão de salvamento, alguma adversidade pode ter gerado o comportamento agressivo do animal. "Não podemos rotular as raças, o cão pode ser tranqüilo e dócil, mas se estiver com dor, por exemplo, pode reagir de outra forma", explica. Segundo ela, é possível que haja variações de temperamento em cães da mesma raça.
Força da mordida
O delegado da Delegacia de Paulínia Luiz Antônio Correia da Silva, responsável pela investigação, pediu a produção de um molde da boca do animal para medir a força da mordida que atingiu o menino. O prazo para o resultado do exame, que deve ser anexado ao inquérito, não foi divulgado. A polícia registrou o caso como "morte a esclarecer" e o delegado considerou a morte como uma "fatalidade". Os depoimentos dos pais ainda não haviam sido agendados até essa publicação.

 


Fonte : G1

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