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Saúde suspende ressonâncias em Campinas após três mortes

Fachada do Hospital Vera Cruz, em Campinas
(Foto: Anaísa Catucci/G1 Campinas)
Pacientes morreram após paradas cardiorrespiratórias, segundo hospital. Setor de imagens do Hospital Vera Cruz foi interditado e lacrado.

Após as mortes de três pacientes que realizaram exames de ressonância magnética no hospital particular Vera Cruz, em Campinas (SP), na segunda-feira (28), a Secretaria Municipal de Saúde enviou um comunicado para que hospitais e clínicas da cidade suspendam os exames de ressonância magnética e tomografias nesta terça-feira (29). O prazo pode ser prorrogado até que a Vigilância em Saúde consiga investigar a causa das mortes e se o contraste, composto químico utilizado no exame, tem relação com os óbitos. O pedido de suspensão inclui solicitações de urgência destes exames.
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De acordo com informações do secretário de saúde Cármino de Souza, muitas unidades médicas utilizam contrates dos mesmos fornecedores do Vera Cruz. "Todos os serviços devem ser suspensos até termos informações complementares. Hoje o que temos não nos dá tranquilidade", disse o secretário. Ainda segundo Souza, a suspensão dos exames deveria ser recomendada para todo o país. "Este foi um evento extremamente raro. O que nos intriga e que morreram concomitantemente", ressalta.  A Secretaria Estadual da Saúde foi informada do ocorrido em Campinas. Todo o material recolhido no Vera Cruz será enviado para o Instituto Adolfo Ltuz e para um indicado pelo estado por envolver radiofármacos.

A assessoria de imprensa da Radiologia Clínica de Campinas (RCC) afirmou que já receberam o comunicado e suspenderam todos os exames de ressonância que são feitos com contrastes. No Hospital Celso Pierro, da PUC-Campinas, foram suspensos todos os exames de ressonância, com e sem contraste. Já na Clínica de Imagens Médicas, apenas os exames com contraste foram suspensos pela administração da unidade médica. No Vera Cruz os exames já haviam sido suspensos. O advogado Marcos Henrique Biasi, de 36 anos, esteve no Vera Cruz para exame de endoscopia. "Não fiquei com receio, sempre fui atendido aqui", afirma, O pai dele, o representante comercial Sebastião Marcos Moscardini, de 67 anos,  disse que ficou apreensivo e que gostaria de saber o que aconteceu em relação ao contraste.
Maria de Jesus acompanhou um sobrinho de 22 anos para um raio-x no pulmão e cabeça no Vera Cruz por causa de um forte resfriado. Ao saber do problema disse que ficou com receio. "Estou pensando se vou levar para outro hospital", confessa.

Nas outras clínicas e hospitais de Campinas os exames ainda funcionam normalmente, mas a Secretaria de Saúde afirmou que todas as unidades médicas já estão sendo notificadas das suspensão. Ainda segundo a Secretaria, os exames de ressonância podem ser feitos com e sem o composto químico do contraste. O comunicado emitido pelo secretário Cármino de Souza é para que sejam suspensos apenas os exames com contraste.

O caso

Três pessoas morreram entre a tarde e a noite de segunda-feira (28) após realizarem exames de ressonância magnética no hospital particular Vera Cruz, em Campinas (SP). A Vigilância em Saúde interditou o setor responsável pelo procedimento da unidade de saúde por tempo indeterminado e pretende investigar se o contraste, composto químico utilizado no exame, tem relação com as mortes.
Segundo o corpo clínico do hospital, dois homens, de 36 e 39 anos, e uma mulher, de 25 anos morreram após uma parada cardiorrespiratória. Dois começaram a passar mal minutos depois do exame e um paciente chegou a deixar a unidade médica, mas retornou a unidade após sentir dores. Outros 83 pacientes realizaram ressonâncias no mesmo dia, no entanto, não apresentaram nenhum tipo de reação.
As vítimas tinham situações clínicas diferentes e não foram diagnósticados com doenças em estágio avançado. No entanto, afirma que as causas ainda são desconhecidas e que aguarda o laudo do Instituto Médico Legal (IML).
Após a constatação das mortes, a direção do hospital acionou a polícia. As salas e os materiais utilizados durante os procedimentos foram lacrados, de acordo com a direção da unidade. O caso foi registrado no 1° Distrito Policial da cidade.
Os registros de óbitos foram feitos às 18h de segunda-feira e a remoção dos corpos foi feita pelo IML às 2h desta terça. Por recomendação da vigilância, os corpos vão passar por autópsia.
Segundo a assessoria de imprensa, após a comunicação das mortes feita pelo hospital à Vigilância em Saúde, foi solicitada o envio de técnicos para a área de diagnósticos e também o Centro de Vigilância do Estado foi notificado.
De acordo com a direção do hospital, são realizados 2 mil exames por mês e nenhum registro de ocorrências deste tipo foi registrado na unidade. O hospital também informou que está colaborando com os órgãos competentes.

Pacientes

Entre as vítimas estão a administradora de empresa de Campinas Mayra Cristina Augusto Monteiro, 25 anos, que deixa uma filha de 4 anos. O enterro está previsto para às 16h30 no Cemitério da Conceição.
Também faleceu o paciente de Santa Rita de Cássia, o zelador Manuel Pereira de Souza, 39 anos, casado e pai de uma filha de 6 anos. Ele será enterrado na Bahia, em um distrito da cidade natal. O terceiro paciente é Pedro José Ribeiro Porto Filho, 36 anos. O local do enterro ainda não foi divulgado.

Fonte: G1

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