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LG Multinacional desiste de Fábrica em Paulínia

Prefeito Pavan durante assinatura do contrato com a LG.
Considerado pelos vereadores, culpado
pelo fracasso da negociação.

Multinacional alegou crise mundial como justificativa; para vereadores, faltou empenho da administração

Prefeito José Pavan Junior (PSB) durante o anúncio da chegada da LG: ele foi considerado culpado por vereadores
A LG Eletrônics desistiu de instalar uma filial em Paulínia, segundo informaram a prefeitura e a empresa. Em dezembro de 2010, o prefeito da cidade, José Pavan Júnior (PSB), e diretores da empresa anunciaram a construção de uma fábrica para produzir a chamada linha branca - geladeiras, máquinas de lavar, freezers, tanquinhos e fogões. O investimento inicial seria de R$ 1 bilhão e cerca de quatro mil vagas diretas de emprego seriam geradas.
O anúncio causou repercus-são na RMC (Região Metropolitana de Campinas) por causa da quantidade de novos postos de trabalho. Para garantir o uso de mão de obra local, a Câmara de Paulínia chegou a aprovar uma lei para garantir que 30% dos contratados fossem moradores do município.

A previsão era que em outubro de 2011 a fábrica estivesse funcionando com larga produção de eletrodomésticos. Em uma segunda etapa estava prevista também a produção em Paulínia de leds (monitores e televisores) e de equipamentos para energia solar.

Para receber a LG, uma área de 700 mil metros quadrados foi doada pela prefeitura à empresa, que também receberia a terraplanagem e teria isenção de impostos como IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e ISS (Imposto Sobre Serviços).

Como a LG não se instalará na cidade, a prefeitura informou que o terreno doado será tomado e que estuda qual será a nova destinação. A administração comunicou também que a empresa coreana deu como justificativa para a desistência do projeto a crise financeira internacional.

POLÍTICA

A empresa confirmou a informação por meio de uma nota. “A LG informa que o projeto de construção de uma unidade fabril da empresa na cidade de Paulínia foi revisto devido à crise financeira mundial”, diz o texto enviado pela assessoria de imprensa. Nenhuma informação foi passada sobre a instalação da empresa em outra cidade da região ou do País.

O presidente da Câmara de Paulínia, Adílson Censi, o Palito (PCdoB), um dos principais articuladores da chegada da LG a Paulínia, disse que faltou “vontade do prefeito”.

“Penso que faltou vontade do atual prefeito em trazer a empresa para a nossa cidade. Trabalhei duro para trazer a LG para cidade pensando nos benefícios que a população teria. Infelizmente, as coisas estão de um jeito que não nos agrada muito”, disse.

Pavan foi procurado pela reportagem do TodoDia, mas não atendeu aos telefonemas. A assessoria de imprensa da prefeitura foi procurada, mas também não retornou a res-peito da acusação de Palito.

POLÊMICA

A terraplanagem do terreno foi uma das causas de polêmica entre a prefeitura e a LG. No momento da doação do terreno, a questão não ficou bem definida e alguns vereadores chegaram a questionar quem faria o serviço. A administração recuou e a LG também não se responsabilizou em fazer o serviço.

O vereador Custódio Campos (PT) disse que faltou habilidade do governo para resolver o impasse. “Talvez fosse apropriado que a prefeitura fizesse a terraplanagem, considerando o alto investimento. Agora, nos resta lamentar essa grande perda. Paulínia ganharia muito em recursos e em tecnologia”, afirmou.

Fonte: Todo Dia
Jornalista: Raoni Zambi


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