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Instituição Bezerra de Menezes fecha as portas em Paulínia

Unidade de São Bernardo do Campo (foto) recebeu
os 14 pacientes atendidos em Paulínia (divulgação)

A Instituição Bezerra de Menezes, que tratava de 14 dependentes químicos em Paulínia, fechou suas portas nesta terça-feira (13), devido a falta de estrutura para atendimento, segundo coordenadores. Nos últimos dois anos, a instituição e prefeitura conversaram, mas sem acordo, a direção da instituição achou melhor encerrar as atividades. Os pacientes foram encaminhados para outra unidade, que fica em São Bernardo do Campo (SP).

A entidade, que atende pacientes particulares e pelo SUS (Sistema Único de Saúde), agora conta com três unidades e existe há mais de quarenta anos, cuidando de mais de 72 mil pessoas que passaram por tratamento contra dependência química.

Em Paulínia era uma referência, porém problemas estruturais ameaçavam o atendimento. A instituição recebe uma subvenção da prefeitura de R$ 48 mil por mês, além de ter as contas de água, luz e telefones pagas pela administração.

Durante a sessão desta terça-feira, o vereador Bonavita (PTB) lamentou a decisão e discursou na tribuna repudiando a falta de acordo entre administração pública e a instituição. “Muitas vidas foram salvas naquele lugar. Nunca achei que veria uma administração permitir que se feche uma das instituições mais sérias da cidade”, reclamou.

Bonavita ainda relembrou que o tema ‘drogas’ foi amplamente discutido e abordado por muitos munícipes em diversas reuniões durante a campanha eleitoral em todas as regiões da cidade. “As drogas estão cada vez mais presentes em nosso cotidiano, lamentavelmente. É necessário que se trate com mais seriedade deste assunto. Eu, como vice-prefeito darei meu total apoio”, prometeu.

Em defesa da administração, o líder do governo na Câmara, Jurandir Matos (PSB) rebateu as acusações e garantiu que o prefeito José Pavan Júnior (PSB) ofereceu várias propostas para que o fechamento fosse evitado, porém, a coordenação não teria aceitado nenhum acordo.

Em nota, a Prefeitura de Paulínia informou que vinha mantendo diálogos com a instituição que solicitava que a reforma do prédio fosse feita pela Administração, o que não seria permitido pela lei.

A prefeitura ainda complementa enfatizando que o valor da subvenção seria suficiente para o atendimento e a realização da reforma, já que além dos pacientes do SUS, a clínica ainda atendia particulares e convênios, ou seja, não teria na subvenção sua única fonte de renda.


Terreno

Durante as reuniões foi estudado que a prefeitura doasse um terreno e o prédio à entidade e como contra partida a Bezerra de Menezes realizaria a reforma e a longo prazo construísse uma unidade feminina com 20 leitos. No dia anterior ao fechamento, a Secretaria de Saúde foi comunicada através de um email a decisão do Conselho da entidade que a unidade de Paulínia seria fechada.

A coordenação da entidade não foi encontrada para comentar o caso, devido ao feriado.

Fonte: Silvania Silva - Jornal de Paulínia

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