Header Ads

Seo Services

Governo Jonas provoca divisão no PT e PSDB


Integrantes das duas legendas passaram a se estranhar dentro de seus próprios partidos.

A composição do governo do prefeito eleito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), provocou um racha em dois partidos historicamente rivais na cidade: PT e PSDB. Integrantes das duas legendas passaram a se estranhar dentro de seus próprios partidos. Os tucanos discutem a forma como vão se organizar dentro do novo governo e os locais estratégicos que querem ocupar para “imprimir a marca” da sigla. Do outro lado, os petistas se organizam para fazer oposição, mas já começam a identificar divergências entre militantes, já que Jonas possui o apoio do governo federal — hoje na mãos dos petistas. Integrantes do partido no âmbito nacional consideram positiva uma aproximação do futuro chefe do Executivo e até a ocupação de cargos.
No pano de fundo desse cenário de briga interna entre os partidos estão os requisitados cargos da nova Administração, que assume em 2013, e as costuras políticas para a eleição presidencial de 2014.

Ninho tucano

O PSDB chega ao Palácio dos Jequitibás com o status de ter sido o principal partido a apoiar Jonas na eleição. Coube aos tucanos até a indicação do vice na chapa (Henrique Magalhães Teixeira). Dentro do diretório municipal, quem passou a exercer função de comando foi o deputado federal Carlos Sampaio (PSDB), responsável pela indicação do pró-reitor da Unicamp afastado, Paulo Eduardo Moreira Rodrigues da Silva, o Paulão, como vice de Jonas. Depois de o tucano ter seu registro indeferido pela Lei da Ficha Limpa, o nome de Magalhães Teixeira também teve o aval de Sampaio.
Nos bastidores, o comentário é de que Sampaio indicaria o nome do vice, mas abriria caminho para que a presidente do diretório municipal, Célia Leão (PSDB), hoje deputada estadual, se lançasse candidata a federal em 2014 sem a concorrência de Sampaio — que já ocupa o cargo hoje. Interlocutores do PSDB já começam, porém, a ventilar que Sampaio pode concorrer novamente a deputado federal, o que seria uma quebra de acordo e teria desencadeado a divergência no diretório.
Outra articulação que promete causar discussões no PSDB é a indicação do vereador Gilberto Cardoso, o Vermelho (PSDB), para a presidência da Câmara, em vez de Artur Orsi (PSDB) — o mais votado na última eleição.
Oficialmente, os tucanos negam qualquer divergência e afirmam que estão unidos para o governo. Há 16 anos o PSDB estava fora do poder em Campinas. O último prefeito eleito foi José Roberto Magalhães Teixeira, morto em 1996, durante o mandato.
A sigla deve pleitear secretarias importantes de Jonas, como Saúde, Transporte e Assistência Social.

Petistas

As divergências internas dentro do PT campineiro são históricas e tiveram início ainda no governo de Jacó Bittar. Opiniões contrárias dos militantes desde então desencadearam uma série de rachas. O mais recente ocorreu em meio à crise política dno ano passado. Após a cassação de Demétrio Vilagra (PT), os petistas de Campinas decidiram que não iriam apoiar Pedro Serafim (PDT) por acreditarem que a perda do mandato do então chefe do Executivo estava atrelada a um “golpe político” arquitetado pela Câmara e por Jonas.
Porém, petistas vindos de Brasília não só apoiaram o governo Serafim — eleito de forma indireta pela Câmara em abril — como conseguiram cargos no primeiro escalão. E são esses petistas que agora, novamente, provocam discussões dentro do partido.
Na última semana, Jonas teve encontros em Brasília onde recebeu apoio de grandes nomes do PT próximos à presidente Dilma Rousseff (PT). No entendimento de petistas que atuam junto a lideranças nacionais e que participam da atual gestão Dilma, não existe motivo para ficar fora do governo de Jonas — o que demonstra uma tentativa de manter ou conquistar cargos de influência em Campinas.
Mas o diretório municipal é contrário à participação na gestão de Jonas. O presidente do partido, Ari Fernandes, afirma que o PT será oposição ao próximo governo.


Câmara

O PT vai contar com quatro vereadores no próximo mandato (o PSDB terá cinco). A cobrança é de que a bancada faça frente ao governo e seja crítica com a participação dos tucanos na gestão Jonas.
Caso a determinação do partido seja descumprida, o diretório poderá decidir pela abertura de processos disciplinares e causar até a expulsão.
Há 12 anos os petistas têm atuado no governo campineiro. Nas duas gestões anteriores, nas mãos do prefeito cassado Hélio de Oliveira Santos (PDT) e seu vice, Demétrio Vilagra, os petistas se mantiveram no segundo escalão do governo no primeiro mandato e no segundo fizeram uma aliança mais consistente com a participação de Vilagra na função de vice-prefeito e presidente da Centrais de Abastecimento de Campinas (Ceasa). O PT também esteve presente nas secretarias de Transporte, Emdec, Trabalho e Renda e Serviços Públicos.

Nenhum comentário:

Tecnologia do Blogger.