Após debate, Câmara vai pedir que remédio chinês para Leucemia não seja usado na rede pública de Campinas

Pedido ao Executivo será feito até quinta-feira (25) pela Comissão de Política Social e Saúde. Governo federal passou a importar produto no começo do ano para combater a Leucemia Linfóide Aguda.

A Câmara de Vereadores de Campinas (SP) vai enviar um ofício à Secretaria de Saúde para pedir que a Leuginase - medicamento chinês importado pelo Ministério da Saúde e usado para tratar a Leucemia Linfóide Aguda (LLA) - não seja usada na rede pública do município. A decisão foi tomada na manhã desta quarta-feira (24) após um debate realizado pela Comissão de Política Social e Saúde da Casa com a presidente do Centro Boldrini, Sílvia Brandalise. O hospital se recusa a usar o remédio por falta de comprovação de eficácia e entrou na Justiça contra o governo. O pedido será enviado ao Executivo até quinta-feira (25).
O presidente da comissão, Paulo Galtério (PSB), ainda afirmou que o Legislativo também vai enviar ofícios para o Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Conselho Geral de Farmácia (CGF), Conselho Regional de Medicina (CRM), além do Juizado da Infância e Juventude, para "pedir providências" quanto ao uso do medicamento chinês no tratamento das crianças, faixa etária mais afetada pela LLA.
Além da presidente do Boldrini e do vereador, participaram do debate o presidente do Conselho Municipal da Criança e Adolescente, Rodrigo Otávio Teixeira Neto, e outros parlamentares. "É muito importante que a Câmara e outras entidades nos apoiem porque estamos falando da vida da criança. Nós não estamos brigando com ninguém, só não queremos que um remédio sem eficácia seja usado na criança", disse Sílvia Brandalise à comissão.
Para entender a diferença entre o novo produto importado pelo Ministério da Saúde e o que era usado anteriormente pelos hospitais, o G1 teve acesso às duas bulas e consultou um especialista em hematologia pediátrica, que apontou divergências entre os documentos.
O governo federal explicou, em nota oficial, que o medicamento está dentro do padrão de referência e “já tem sido utilizado por hospitais de todo o país”.
De acordo com especialistas, cerca de quatro mil crianças precisam de um componente chamado asparagina, que tira o alimento das células malignas da LLA. Até o início deste ano, o Ministério da Saúde importava a Asparaginase de laboratórios alemães e americanos, cuja eficiência é de 90% e possui apenas três impurezas, segundo testes. No entanto, o impasse começou quando, no início deste ano, a pasta decidiu comprar o remédio do fabricante chinês.
Decisão judicial
No dia 12 de maio, a Justiça Federal determinou que o Ministério da Saúde faça a importação da Asparaginase europeia para qualquer hospital do Brasil que realize o tratamento da doença pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e faça a solicitação judicial. A ação foi protocolada pelo Centro Boldrini, em Campinas (SP), que se recusa a usar o novo produto comprado pela União.
Na sentença, proferida pela 6ª Vara Federal de Campinas, o juiz Haroldo Nader estabelece que o Ministério da Saúde forneça o medicamento alemão nas quantidades necessárias, mediante solicitação dos hospitais. A ação também pedia a suspensão da importação da Leuginase, mas o magistrado não mencionou nada sobre esse pedido no documento. A multa diária em caso de descumprimento é de R$ 50 mil.
Como ficou sem o estoque do remédio, a presidente do Boldrini realizou, por conta própria, a importação de um lote emergencial da Asparaginase europeia, que chegou na sexta-feira (19). Outros 500 frascos são esperados até a próxima semana.
Resultado de testes
O teste encomendado pelo Boldrini para verificar a eficácia da Leuginase apresentou resultados preocupantes para os pacientes. O laudo apontou que 40% do produto está contaminado por proteínas, o que, segundo especialistas, não garante a eficiência do remédio. O exame foi realizado por um laboratório americano e foi o segundo teste no medicamento encomendado pelo hospital.
De acordo com Silvia, a quantidade de proteína presente na Asparaginase, que era o remédio importado pelo Ministério da Saúde antes da troca para o produto chinês, é de 0,5%, o que comprova a tese do hospital de que a Leuginase não possui eficácia suficiente para ser aplicada em crianças. O primeiro teste encomendado pelo centro, feito pelo Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), já havia apontado que o produto apresenta 398 impurezas.
Ministério da Saúde
Na última sexta-feira (19), o Ministério da Saúde informou que encomendou um teste no produto e o resultado foi que o remédio possui qualidade para o tratamento da leucemia. Segundo esse exame, o medicamento chinês mostrou "capacidade esperada de ação contra o câncer" e "parâmetros adequados para uso".
A nota técnica também aponta que "não foram encontrados contaminantes bacterianos". As amostras enviadas ao laboratório foram retiradas de hospitais públicos que já tinham recebido o medicamento. O Centro Boldrini contestou o teste feito pelo governo federal e enviou um ofício para o Ministério da Saúde pedindo esclarecimentos.
O que diz o fabricante
O G1 não conseguiu contato com a empresa uruguaia Xetley S.A, representante do laboratório Beijing SL Pharmaceutical - fabricante da Leuginase. No entanto, no dia 27 de março, a companhia divulgou uma nota de esclarecimento, após uma reportagem do Fantástico, da TV Globo, onde disse que as reações adversas do medicamento são iguais às do remédio comercializado pela anterior fornecedora.
"As mesmas reações indicadas na bula do medicamento (...), inclusive depressão, confusão mental, agitação e alucinação (...) são raramente previstas nos doentes, e descritas perante as entidades reguladoras internacionais, como a EMA (reguladora de saúde europeia) ou a FDA (associação regulatória americana)", diz o texto da nota.

Fonte: G1

Após contagem de votos, eleição para prefeito segue indefinida em 146 cidades

O TSE tem até o dia 19 de dezembro para resolver a questão
Concluído o processo eleitoral, 146 dos 5.568 municípios brasileiros ainda não sabem quem assumirá o cargo de prefeito no ano que vem. São as cidades em que os candidatos mais votados continuam com registro de candidatura pendente de decisão final na Justiça Eleitoral.
O estado com o maior número de municípios cujo candidato vencedor corre o risco de ser cassado, antes mesmo de assumir, é São Paulo, com 26 cidades nessa situação.
O TSE tem até o dia 19 de dezembro, data da diplomação dos candidatos eleitos, para proferir uma decisão sobre todos esses casos. Segundo a assessoria do tribunal, tal prazo será cumprido, de modo a não provocar insegurança jurídica a respeito de quem de fato assumirá as prefeituras.
Se o candidato vencedor da eleição tiver sua candidatura impugnada, os votos recebidos por ele são computados como nulos e assume o segundo mais votado.
É o caso de Salto de Jacuí (RS), onde Lindomar Elias (PDT), apesar de ser alvo de três condenações judiciais, conseguiu manter seu nome nas urnas e acabou eleito no primeiro turno, antes da decisão final do TSE. O órgão cassou o registro do candidato, dando a vitória ao segundo colocado, Nico (PP).
Em algumas cidades, os eleitores podem inclusive ser obrigados a voltar às urnas. De acordo com o Código Eleitoral (Lei 4.737/65), se os votos nulos ultrapassarem os 50% do número total de votos, a Justiça Eleitoral tem de 20 a 40 dias para marcar a data de um novo pleito, a chamada eleição suplementar.
A situação se repete a cada eleição municipal, mas este ano foi agravada, segundo o presidente do TSE, Gilmar Mendes, pela redução do tempo de campanha de 90 para 45 dias, o que afetou também os prazos para o registro das candidaturas.
O presidente do TSE sugeriu que talvez seja preciso antecipar o prazo com uma "fase de pré-registro", para que já ocorressem as impugnações e as apreciações, a fim de evitar as instabilidades no processo eleitoral

Fonte: EBC. Agência Brasil.

Prefeitura de Paulínia paga primeira parcela do 13° salário

A Prefeitura de Paulínia no dia 17, o pagamento da primeira parcela do 13º salário. A segunda parcela está prevista para ser quitada no mês de dezembro.
Do total de servidores, 3.294 receberam o benefício. O restante, cerca de 2.500, já havia antecipado o pagamento de 50% do 13º. A antecipação é permitida desde o mês de janeiro no município.
Segundo o prefeito José Pavan Junior (PSDB), o pagamento da primeira parcela do 13º salário vai injetar R$ 7,4 milhões na economia local –fundamental nesse período de crise pelo qual atravessa o país.
“Isso demonstra que, mesmo sendo um ano de dificuldades para as cidades brasileiras, nossa gestão tem assegurado recursos necessários e essenciais para a cidade, além de atender a população em áreas prioritárias”, afirmou o prefeito.

Fonte: Assessoria de Imprensa

Alunos de Paulínia expõem fotos de grafites sobre o mundo rural

Alunos e professores das escolas Maestro Marcelino Pietrobom e Vitor Szecepanski Souza Silva abriram, nesta quinta-feira (17), a exposição de fotos do projeto Conexão Rural, que proporcionou a pintura de grafites nos muros das duas unidades, no mês de junho passado.

Nas imagens, é possível relembrar o trabalho dos estudantes, feito em parceria com profissionais do grafismo. Foram aplicadas paisagens rurais, que mostram a importância do campo para as cidades. O projeto é patrocinado pela empresa Syngenta.

A exposição acontece até o final do mês de novembro no hall principal do Paço de Paulínia. O Paço funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. O projeto foi feito em parceria com a Secretaria Municipal da Educação, que cuida de 60 escolas.

Além das escolas municipais, localizadas no centro e no bairro Ouro Negro, alunos da escola estadual Drº. Francisco de Araújo Mascarenhas também participaram do projeto e tiveram suas pinturas expostas. Ao todo, cerca de 120 alunos participaram.

O trabalho, de acordo com os realizados, foi importante para mostrar aos alunos a diferença entre a arte do grafite e a pichação, que é crime e pode resultar em prisão de até um ano. Além disso, a venda de sprays é proibida a menores.

Fonte: Assessoria de Imprensa

Da euforia ao temor: Bugre muda em dez dias e vive insegurança para 2017

Bugre ainda não tem certeza de quantos jogadores ficarão no ano que vem (Foto: Reprodução GE
Desde a perda do título da Série C, Guarani fica sem elenco, tem dificuldades para renovar com peças importantes do acesso e enfrenta crise com a parceira Magnum
Dez dias foram suficientes para mudar o ambiente no Brinco de Ouro. E para pior. Da euforia com a possibilidade de ser campeão da Série C e se tornar o único time a conquistar as três principais séries do Campeonato Brasileiro, o Guarani convive agora, menos de duas semanas depois, com a insegurança de não conseguir se planejar para a próxima temporada. Tudo isso por causa do impasse entre o clube e a Magnum, parceira há dois anos que não pretende mais investir tanto dinheiro no futebol a partir de 2017.
No dia 5, o Guarani foi a Varginha com o intuito de levantar a taça da Série C, mas levou a pior no duelo direto com o Boa Esporte: derrota por 3 a 0 e confusão após a partida. Torcedores e policiais militares entraram em conflito no Estádio do Melão, o que causou críticas da diretoria pelo comportamento da PM e depredação de parte da estrutura do campo do Boa. Até atletas participaram do tumulto e quase chegaram às vias de fato com a polícia. O caso deve render multa e perda de mando ao Bugre no futuro.
E MAIS: Graziano vê dívida do Guarani fora de controle e coloca nova arena em risco
De volta a Campinas, sem a euforia de um possível título, o clube começou a conviver com notícias mais negativas. A diretoria antecipou o fim de contrato com a maioria dos jogadores, para não arcar com salários de dezembro e 13º, e ficou sem praticamente nenhum atleta para 2017 (só o goleiro Passarelli, o zagueiro Léo Rigo e o atacante Eliandro possuem vínculo). A postura, defendida pelo presidente Horley Senna como forma de economizar pagamentos em uma época sem jogos, causou discórdia entre a torcida.
O ponto chave, porém, é a paralisação de investimentos da Magnum no futebol. Acostumado a bancar quase R$ 1 milhão por mês durante a campanha da Série C, o empresário Roberto Graziano confirmou, em entrevista exclusiva ao GloboEsporte.com, que não dará mais do que os R$ 350 mil previstos em contrato a partir de agora. O investidor mostrou incômodo com a postura da diretoria bugrina e fez críticas a Horley, que respondeu no dia seguinte. Graziano também falou de como as dívidas podem atrapalhar a construção da nova arena.
 Cercado de dúvidas no time principal, Guarani briga por título paulista sub-11
O impasse com a Magnum impede que o planejamento para 2017 ande. Era intenção de Horley Senna renovar os contratos do executivo Rodrigo Pastana, do coordenador Marcus Vinícius e também do técnico Marcelo Chamusca. Os três, no entanto, ainda não estão garantidos. A diminuição de investimentos também deve causar algumas perdas consideráveis no elenco. Os jogadores ficaram valorizados pelo vice-campeonato da Série C e possuem sondagens.
A torcida bugrina espera por notícias melhores nos próximos dias. Com planejamento parado e divergências com quem bancava os salários de comissão técnica e jogadores, o Guarani volta a viver momentos de dúvida na preparação para uma temporada que era muito aguardada. O time terá a missão de voltar à elite do Campeonato Paulista no primeiro semestre e pelo menos evitar o rebaixamento na Série B do Brasileiro. Se as coisas não entrarem logo nos eixos, tanto um quanto outro objetivo ficarão bastante comprometidos.

Fonte: GE

Prova da Unicamp tem mudança na primeira fase do vestibular 2017

Vestibular 2017 da Unicamp recebeu 73,4 mil inscrições (Foto: Reprodução G1)
Serão 12 questões interdisciplinares e não 4 como no ano passado.
Para professor, alteração pode ajudar a 'peneirar' os candidatos.
A prova da 1ª fase do vestibular 2017 da Unicamp neste domingo (20) terá 12 questões interdisciplinares, ao invés de quatro, como nos anos anteriores. A universidade vai aplicar a prova para 73.487 candidatos. Neste ano, são 3.320 vagas  distribuídas em 70 cursos de graduação.
O exame terá 90 questões de múltipla escolha, distribuídas da seguinte maneira: 13 testes de língua portuguesa e literaturas de língua portuguesa, 13 de matemática, 9 perguntas de história e 9 de geografia (incluindo filosofia e sociologia), 9 de física, 9 de química, 9 de biologia, 7 de inglês, além das 12 interdisciplinares.
Preocupação?
Para o estudante Lucas Ferreira Bento, de 18 anos, que está prestando medicina na Unicamp e estuda de 6 a 8 horas por dia, a mudança na primeira fase não gerou nenhum tipo de preocupação extra.
"É a primeira vez que presto medicina, já tinha feito como treineiro. Eu acho que as questões interdisciplinares favorecem quem está mais preparado, quem se empenhou mais. Não mudou minha rotina de estudos. A Unicamp é a minha primeira opção", explica.
Mesma opinião tem o estudante Andrey Chen, de 16 anos, que está prestando matemática neste vestibular. "A interdisciplinaridade nunca foi um problema pra mim. Tento não me preocupar tanto. É a primeira vez que vou prestar matemática, estou tranquilo", conta.
Mudanças positivas
Para o professor Marcelo Dias Carvalho, coordenador geral de uma rede de cursinhos, as mudanças na prova da primeira fase são positivas. "A gente vê isso de uma forma positiva. O que a gente percebe é que as questões ao invés de interdisciplinares, elas são multidisciplinares, duas ou mais matérias. E isso é bom, o mundo é assim", explica.
O professor destaca ainda que a mudança ajuda a "peneirar" os candidatos. "O grau de exigência para o aluno acertar uma questão como essa é maior, porque ele começa a ler e de repente, ele tá lendo uma poesia que vai falar de matemática no final. Então, se o aluno não está acostumado, ele realmente não entende a proposta [...] ele tem que entender o conceito e depois relacionar", afirma

Fonte: G1